OMA defende criação de espaços para prevenir suicídio
OMA defende criação de espaços para prevenir suicídio
OMA Cunene

A secretária provincial da OMA no Cunene, Vivência Ndalyewifa, advogou ontem, sábado, a necessidade de se criar espaços seguros para o aconselhamento e acompanhamento de pessoas deprimidas ou aborrecidas com a vida, no sentido de se prevenir o elevado índice de suicídio que se regista nesta localidade.

A dirigente, que falava durante um ciclo de palestra sobre suicídio, fuga a paternidade/maternidade e a importância histórica do Dia da Mulher Angolana, referiu que a criação de espaços apropriados permite às pessoas buscarem ajuda e apoio emocional, quando necessário.

A par disso, apontou ainda ser fundamental que as famílias assumam as suas responsabilidades de cuidar e apoiar seus filhos, quer emocional, quer financeiramente.

Vivência Ndalyewifa considerou o suicídio como uma tragédia que, muitas vezes, está ligada a falta de apoio emocional e social, com particularidade aos cidadãos que enfrentam uma serie de desafios e pressões na vida diária, mostrando-se preocupada com o elevado índice deste fenómeno que o Cunene tem registado nos últimos meses.

Referiu também que o suicídio, a fuga a paternidade e maternidade são problemas que afectam as mulheres e toda sociedade angolana.

Em relação ao género feminino, defendeu também a contínua defesa dos direitos das mulheres, garantindo que tenham acesso igualitário à educação, oportunidades de emprego, saúde e participação política, de modo a se construir uma Angola verdadeiramente igual e justa para todos.

Por seu turno, o sociólogo Miguel Diandalua, manifestou a sua preocupação com os constantes relatos de tentativas e práticas de suicídios que nos últimos anos têm ganhado contornos alarmantes, sublinhando a necessidade da realização de estudos profundos para prevenção dos mesmos.

Apontou as fracas condições sociais, os valores morais, a pressão social, a depressão, os transtornos bipolar, a falta de comunicação familiar, como factores que podem levar a frustração das vítimas e repercutir em suicídios.

Por isso, o sociólogo aconselhou maior serenidade e apoio familiar como pilar primário que deve prestar apoio para suportar a pressão proveniente de outros grupos sociais e evitarem de serem as primeiras a criticar e julgar, fazendo com que os filhos vão se isolando cada vez mais.

“A família tem um papel crucial, porque para além da reprodução tem a função de socialização moral e patriótica, incutir novos valores nos filhos mostrando caminhos viáveis para o alcance de uma sociedade e ajudar as vítimas a sair da depressão”, sublinhou.

Dados dos Serviços de Investigação Criminal no Cunene indicam que, de Janeiro deste ano até à presente data, foram registados seis casos de suicídios, enquanto em 2023, foram notificados 44 casos, contra os 26 do ano anterior.

Sob o lema ‘Mulher angolana pela promoção da equidade do género’, a jornada foi marcada com várias actividades que visam homenagear as heroínas que com o seu sangue escreveram a história da organização.

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