ONU revela que 60% dos homicídios de mulheres em 2024 ocorreram no seio familiar
ONU revela que 60% dos homicídios de mulheres em 2024 ocorreram no seio familiar
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Cerca de 50 mil mulheres e meninas foram assassinadas pelos próprios companheiros ou por familiares em 2024 o equivalente a uma vítima a cada 10 minutos revela o mais recente relatório do Gabinete das Nações Unidas para a Droga e o Crime (UNODC).

África surge novamente como o continente com a maior taxa de femicídio do mundo, concentrando mais de 22 mil vítimas, o que corresponde a três mulheres assassinadas por cada 100 mil.

O UNODC estima que, só em 2024, 22.600 mulheres e meninas foram mortas na região, embora o número possa variar devido à escassez de dados fiáveis.

O relatório destaca que, apesar de homens representarem 80% das vítimas globais de homicídio, a violência letal dentro do círculo familiar afecta desproporcionalmente as mulheres.

Em 2024, quase 60% dos homicídios femininos foram cometidos por parceiros íntimos ou outros familiares, enquanto apenas 11% das mortes de homens tiveram essa origem.

África foi responsável por 74% dos femicídios registados mundialmente no último ano, reforçando uma tendência alarmante de violência baseada no género no continente.

O documento inclui ainda um estudo de caso sobre o Lesoto, um dos países mais afectados pela violência doméstica.

Segundo o UNODC, 44% das mulheres entre os 15 e os 49 anos naquele país denunciaram ter sofrido violência física ou sexual por parte de parceiros.

O relatório conclui que o femicídio permanece uma forma extrema e persistente de violência contra mulheres e raparigas.

A média global de 137 femicídios por dia mostra que, apesar das campanhas e mecanismos de prevenção, não houve avanços significativos na redução deste tipo de crime.

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