Os candidatos do MPLA à presidência do país – Hilária Vaikene
Os candidatos do MPLA à presidência do país - Hilária Vaikene
JL nando e higino

As alas do MPLA, em todo seu espectro, multiplicam-se em apresentar os seus candidatos à liderança do partido. A eleição/indicação acontecerá no congresso a celebrar em data a anunciar. O presidente do partido será por inerência dos estatutos o candidato à presidência do país.

A competição promete ser acirrada. O perfil do Eng.º António Venâncio, militante de primeira água e candidato vilipendiado pelos Lourencistas no congresso passado, ocupa a “pole position”. Não se lhe conhece um historial de envolvimento em corrupção, negócios mal explicados ou acúmulo de riqueza de dia para noite.

Ao contrário do primeiro, os perfis do Sr. Higino Carneiro e o do Sr. Fernando dos Santos “Nando”, que fazem parte do núcleo duro da cleptocracia e marimbondagem que depauperou a Angola desde a independência.

Os dois são o mais do mesmo. São o rosto da corrupção e mal governação, não trazem qualquer tipo de expectativas, nem nenhum tipo de perspectiva de inovação para o MPLA.

O congresso vem a caminho. Seria talvez conveniente que nesta tentativa de aplicar os princípios democráticos internamente no MPLA, se tenta-se trazer algum valor adicional, caras novas, perfis sem manchas e se possível, candidatos com algum sentido patriótico.

O povo conhece muito bem os currículos destes possíveis candidatos. A conduta social, a trajetória política, jurídica dos mesmos e o historial económico nada transparente, não merecem nenhum aplauso por parte da sociedade angolana.

O Sr. Higino Carneiro, general angolano, tem um historial, acusações de abusos sexuais a uma menor de idade. A vitima o acusou de a ter contagiado de uma doença crónica, facto que constitui delito. Ele rapidamente refutou as acusações, apresentando inclusive provas médicas sobre o seu estado de saúde, mas não negou as acusações de violações sexuais e pedofilia.

A sociedade pasmou-se, ao aperceber-se, que a vitima esta em privação de liberdade, respondendo por supostos delitos de ultraje ao Presidente do país. Todo o processo que conduziu a detenção desta cidadã, tem sem dúvidas relação com as declarações outrora proferidas pela mesma sobre os abusos sofridos por este membro do MPLA, hoje candidato a presidir o seu partido.

A nível político, é de salientar que o cidadão, Francisco Higino Carneiro, já ocupou os cargos de governador da sua terra natal – Cuanza Sul; governador da capital, Luanda; governador do Cuando Cubango e ministro das Obras Públicas e Urbanismo, não é necessário que se diga nada sobre a sua gestão durante o tempo que ocupou estes cargos, está tudo à vista.

Em relação ao Sr. Fernando Dos Santos “Nandó”, o seu legado não foge à regra de todos os seus camaradas da mesma cúpula. A sua trajectória no MPLA e como alto funcionário Público, entre outros cargos, foi ministro da Segurança do Estado, ministro do Interior, presidente da Assembleia Nacional e vice-presidente da República de Angola. O rosto da pobreza e desgovernação é o dele.

O eng.º Venâncio é o grande enigma, apoiado por uma parte das bases e sabotado pela liderança. Haverá alguém que preste no meio da marimbondagem toda?

O eng.º Venâncio, infelizmente, esta a cometer o erro de concorrer representando o MPLA, um partido em plena decadência interna e externa e com pouca ou nula credibilidade pública. O MPLA é igual a corrupção e má gestão dos fundos públicos.

O MPLA é o partido político que “governa” o país desde 1975. É um dos partidos no governo mais longevos de África. Durante estes 49 anos de “governo“ em Angola, o salario mínimo no país ainda são 30 mil kz/mês.

As crianças para estudarem, os seus encarregados de educação têm que fazer kandongas. No hospital só te tratam bem com padrinho na cozinha. Os empregos na Sonangol e AGT é preciso cunha grande. No sector dos petróleos os estrangeiros abusam e brincam com o nacional, e o resto de empregos só existem para alguns.

O sector agrícola não tem capacidade para abastecer nem a 1% da população. A indústria é incipiente, não se atendem as demandas dos manifestantes, não há liberdade de expressão. Os jovens sonham fugir do país. A prostituição e a inflação são galopantes, o tráfico de crianças, o abandono dos idosos e dos doentes crónicos, a cesta básica sobe e sobe. O salario não chega para nada, o preço do táxi esta longe da realidade económica das famílias do país …etc. A incompetência do MPLA é descomunal.

Aconteça o que for no seio do MPLA, o certo é que já não têm nada novo a oferecer ao país. Angola esta a vários anos, agonizante, pedindo alternância e esta mudança não virá do MPLA.

Compartilhar:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
error: Conteúdo protegido