Os últimos actos administrativos do ex-governador do Cuanza Norte
Os últimos actos administrativos do ex-governador do Cuanza Norte
Pedro Makita

Dois dias antes de ser exonerado pelo Presidente da República, o ex-governador da província do Cuanza Norte, Pedro Makita Armando Júlia, exonerou em despacho alguns responsáveis municipais que, supostamente, estavam envolvidos no esquema que resultou na anulação do concurso público para a admissão de novos professores.

Segundo uma nota do Gabinete Provincial de Comunicação Social, assinada por Mayama Jorge Salazar, a que o Imparcial Press teve acesso, o ex-governador, usando das competências que a Lei lhe conferia, assinou na segunda-feira, 15 de Janeiro, três despachos, por via dos quais procedeu à exoneração das seguintes entidades:

  • Constantino Figueiredo Miguel, do cargo de Administrador Municipal do Ngonguembo;
  • Francisco António Kambango, do cargo de Administrador Municipal de Ambaca; e
  • Rosilda Jeane da Costa Buba, do cargo de Administradora Municipal-Adjunta de Cazengo, para Área Política, Social e da Comunidade.

Fontes do Imparcial Press revelam que Pedro Makita terá sido exonerado por causa do fraco desenvolvimento da província que dirigia, assim como as recentes polémicas relacionadas aos supostos actos de corrupção e nepotismo no processo do concurso público para o ingresso de novos professores.

O ex-governador, que dirigiu o Cuanza Norte durante um período de um ano e quatro meses, foi ontem, quarta-feira, 17, exonerado do cargo, e o seu cobiçado lugar será agora ocupado por um jovem economista, de 40 anos, que atende pelo nome de João Gaspar.

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