Patinagem: Governo gasta mais de 600 mil dólares para participação da selecção nos mundiais
Patinagem: Governo gasta mais de 600 mil dólares para participação da selecção nos mundiais
hoquei

O Estado angolano prevê disponibilizar mais 600 mil dólares norte-americanos à Federação Angolana de Patinagem para a participação da selecção nacional nos 4.º Jogos Mundiais de Patinagem, que decorrerão de 16 a 22 de setembro em Novara, Itália.

A informação foi prestada recentemente por José Gamboa, vice-presidente da Federação Angolana de Patinagem para outras disciplinas, quando falava sobre o estado de preparação da missão nacional para o evento.

Segundo Gamboa, a federação aguarda que os valores sejam disponibilizados numa acção que envolve o Ministério da Juventude e Desportos e o Ministério das Finanças. A expectativa é que os recursos sejam libertados a tempo de garantir a participação plena do país nas competições.

Entretanto, essa mobilização de recursos para o evento internacional ocorre num momento delicado para Angola, que enfrenta uma grave crise económica e financeira.

A população tem sofrido com a escalada dos preços dos produtos da cesta básica, resultando em dificuldades crescentes para garantir necessidades essenciais como alimentação e saúde.

Durante o evento mundial, a especialidade de skateboard tem como objectivo a qualificação para os Jogos Olímpicos de 2028, que serão realizados em Los Angeles, nos Estados Unidos de América.

Além do skateboard, Angola estará representada nas competições com as selecções seniores de hóquei em patins, hóquei em linha, freestyle e skate.

Para preparar as equipas, está previsto um estágio para todas as modalidades na cidade de Barcelos, Portugal.

No Campeonato do Mundo de hóquei em patins, Angola tem como meta manter ou melhorar o 6.º lugar alcançado em 2022, na edição realizada em San Juan, Argentina.

A alocação de mais de 600 mil dólares para a participação nos Jogos Mundiais de Patinagem levanta questionamentos sobre as prioridades do governo angolano.

Em meio à crise económica, muitos cidadãos questionam se esses recursos não seriam melhor empregues em iniciativas que abordem directamente as necessidades mais urgentes da população, como a melhoria do abastecimento de produtos alimentares e o fortalecimento dos serviços de saúde e educação.

“Enquanto a representação internacional em eventos desportivos pode trazer prestígio e potencial para futuras conquistas, a realidade quotidiana dos angolanos exige uma reflexão crítica sobre onde e como os recursos públicos são investidos”, argumentou o analista Pedro Nsolé ao Imparcial Press.

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