PCA do grupo GEMA interna-se em lar de idosos – José Leitão diz estar falido
PCA do grupo GEMA interna-se em lar de idosos - José Leitão diz estar falido
jose leitao

O presidente do Conselho de Administração do Grupo Gema, José Leitão da Costa e Silva, encontra-se supostamente internado em lar de idosos, em Lisboa, Portugal, depois de um dos filhos, Nuno Silva, ter lhe “limpado” uma das suas contas bancárias, deixando-lhe apenas uns centavos.

O antigo director do Gabinete do malogrado ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos, é procurado pela justiça angolana, segundo o Club-K, tendo vários processos movidos por um antigo testa-de-ferro, Pedro Januário Makamba, e pela antiga esposa, Maria Amélia Gonçalves.

Face a estas situações, José Leitão viu as contas bancárias das suas empresas bloqueadas pela justiça angolana, daí ter decidido se auto-internar num lar de acolhimento em Portugal, onde recebe assistência médica devido o seu estado de saúde.

Os três processos-crimes

Conforme as informações, Pedro Makamba era a figura que Leitão colocava à frente dos seus negócios, devido às incompatibilidades com as funções governamentais que exercia. Ambos se desentenderam depois da corrente de José Leitão ter falsificado a assinatura de Makamba para afastá-lo do Grupo GEMA. Makamba moveu três processos-crimes (falsificação, difamação e calúnia) contra Leitão e, desde então, as partes têm estado em clima de hostilidades mútuas.

Em 22 de Agosto de 2019, Jose Leilão foi ouvido pelo juiz José Pereira Lourenço “Zeza” que lhe apresentou três cenários para o desfecho do problema com o antigo sócio que seriam: Acordo extrajudicial, absolvição, e em terceiro cadeia.

Em pleno julgamento, o antigo diretor do gabinete de José Eduardo dos Santos pediu moratória para negociar com o antigo sócio Januário Makamba. O juiz deu provimento ao pedido concedendo 30 dias para que os dois sócios pudessem se entender pela via extrajudicial.

Num encontro a dois e sem os seus advogados, para resolverem o problema pela via extrajudicial, o antigo governante José Leitão propôs que daria 5 milhões de dólares a Januário Makamba, contra os 500 milhões que o amigo estava a propor anteriormente.

Makamba rejeitou lembrando ao amigo que aceitaria 250 milhões que é o valor que já teria ficado acordado entre os advogados das duas partes. Os dois antigos sócios não conseguiram entender-se pela via proposta pelo juiz Pereira “Zeza”.

A defesa de Makamba, rejeitava os 5 milhões de dólares oferecidos por José Leitão por entender que o antigo governante estava em condições de pagar, visto que o grupo empresarial GEMA valia mais, não obstante a venda de activos que estariam a realizar como a empresa de comércio de viaturas ADT, que estes estariam a pedir a reversão da sua venda. Para além disto, havia também a venda do Bloco 18, vendido ao empresário português Hélder Bagtalia.

Por não ter se entendido com o seu sócio, e ao ouvir falar em cadeia, José Leitão revelou-se intranquilo tendo-se mudado para Portugal sob pretexto de que iria cuidar da saúde da esposa na capital portuguesa.

Precisamente no dia 28 de Setembro, o antigo governante deixou o país viajando com o passaporte diplomático D0032680, transportado no voo das 12h da TAAG.

Tinha como previsão de regresso o dia 30 de Abril do ano seguinte, mas acabou por adiar alegando “continuidade de tratamento médico”. Os seus sócios interpretaram a ausência prolongada como “fuga”.

Vingança do filho

Em Portugal, a esposa Maria do Carmo Castelo Branco e Silva, que aí vivia desde 1992, passou a reclamar de um alegado abandono por parte do mesmo, e que Leitão teria encurtado a assistência.

Com o agravamento da situação da esposa, que passou a enfrentar problemas de saúde (Alzheimer e câncer de mama), o casal ficou na condição de separados.

O filho mais velho do casal, Nuno Alexandre Castelo Branco e Silva, convenceu a mãe a passar-lhe uma procuração e com isto, o rapaz passou a ser ele a ter a gestão e o acesso de uma conta bancária, em comum do casal num banco português.

Nuno Silva terá zerado a conta bancária em solidariedade para com a mãe, o que limitou a situação financeira do pai em terras de Camões.

Processado pela antiga parceira

Em meados de 2019, Jose Leitão teve um outro processo, em Luanda, movido por uma antiga parceria Maria Amélia Gonçalves, que reivindica uma residência supostamente construída pelo “ex-casal”, na capital angolana.

A residência em disputa foi construída, entre o ano 1999/2000 e está localizada no município na Samba de frente ao condomínio Morro Bento, à beira mar. Mais tarde ficou-se a saber que, José Leitão terá vendido a residência, depois de ter desalojado a parceira no ano de 2013.

Maria Amélia Gonçalves levou o caso à justiça, alegando que o terreno onde Zé Leitão construiu a residência pertence-lhe e sendo assim acredita ter direitos sobre a mesma, que somente o Tribunal poderá decidir.

Apesar de não serem casados, Maria Amélia Gonçalves conseguiu ter uma declaração de reconhecimento legal da relação extraconjugal que mantinha há vários anos com Jose Leitão, o que lhe permitiu proceder com as reivindicações nesta disputa.

Falência do Grupo GEMA

Em Dezembro de 2020, José Leitão da Costa e Silva convocou – por via dos seus representantes legais – uma reunião com os seus antigos sócios para anunciar a dissolução do seu grupo empresarial GEMA.

O mesmo Invocou que o grupo arrastava uma dívida avaliada em 30 milhões de dólares para com a sociedade que detém o empreendimento ‘Comandante Gika’, em Luanda, situação resultante da falta de reforços de capital dos accionistas do grupo.

No dia 21 de Dezembro de 2023, a Câmara Cível do Tribunal Supremo produziu uma decisão (processo n.º 1914/21), em que os juízes concordam julgar parcialmente procedente e reclamação, para “ordenar a baixa do processo para se conhecer da substituição do arrolamento por caução, que deverá ser computada tendo em atenção os bens que forem apurados como sendo pertença do requerido”.

Durante este final de semana, circularam nas redes sociais angolanas, imagens suas num lar em Portugal. O facto de não gostar de exposição, levantou comentários nos seus círculos em Luanda, de que o detalhes de se ter deixado fotografar naquelas condições, poderá ter obedecido a alguma estratégia para que não venha a ser incomodado pelos seus antigos sócios, e parceiras que lhe têm cobrado dívidas.

Para além do património em Angola, Jose Leitão é frequentemente citado como tendo interesses também em Portugal, na construtora Mota & Engil e na Galp.

Até Março de 2020, José Leitão tinha cerca de Kz 1.955.621.962,01, espalhados em várias contas bancárias em bancos em Angola. Só no Standard Bank, tinha 96 milhões de kwanzas. No Banco Económico tinha 39 milhões de kwanzas e no Banco Millennium Atlântico estava com a conta zerada.

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