
O ex-selecionador nacional Pedro Gonçalves despediu-se oficialmente, ontem, dos Palancas Negras, sublinhando que a sua história de vida ficará “eternamente ligada a Angola”, um país que descreve como “ímpar, com um povo vibrante e generoso”.
A mensagem de despedida foi publicada nas suas redes sociais, após a rescisão de contrato com a Federação Angolana de Futebol (FAF).
“Terminou uma etapa admirável da minha vida. Foram mais de uma centena de jogos a representar um país ímpar. Levo comigo momentos inesquecíveis: o recorde de vitórias, a conquista de duas Taças COSAFA, a ascensão no ranking FIFA em 2024 e a histórica presença nos quartos de final do CAN da Côte d’Ivoire”, escreveu o técnico português.
Gonçalves destacou também a participação no Mundial de Sub-17 e a experiência de partilhar seis anos de trabalho com jogadores que, segundo disse, “transformaram sonhos em conquistas” com talento, entrega e espírito de superação.
O treinador de 48 anos tornou-se o selecionador mais longevo de África, somando 77 jogos à frente dos Palancas Negras, com um registo de 35 vitórias, 25 empates e 17 derrotas.
Durante o seu ciclo, Angola conquistou duas Taças COSAFA (2024 e 2025) e atingiu o estatuto de seleção mais vitoriosa do mundo em 2024, de acordo com o ranking da FIFA.
Após a sua saída, várias plataformas digitais apontam o interesse de clubes africanos no técnico, entre os quais o Al Ahly (Egipto) e o Kaizer Chiefs (África do Sul).
Em paralelo, circula o nome do francês Patrice Beaumelle, antigo adjunto de Hervé Renard, como potencial sucessor no comando dos Palancas Negras.
Pedro Gonçalves encerrou a sua mensagem com um tom emotivo, reafirmando a ligação ao país. “A história da minha vida ficará para sempre ligada a Angola e ficar na história dos Palancas Negras é algo que me enche de orgulho. Eternamente Palanca Negra. Angola avante.”