Perseguições e conspirações no SIE podem estar na causa da morte de Sebastião Penelas
Perseguições e conspirações no SIE podem estar na causa da morte de Sebastião Penelas
Sebas penelas

Novas revelações chegadas à redacção do Imparcial Press apontam supostas perseguições e conspirações internas estiveram na base do desaparecimento misteriosos do empresário e oficial de inteligência sénior do Serviço de Inteligência Externa (SIE), Sebastião Penelas.

Penelas foi alegadamente raptado por volta das 22h do dia 17 de Outubro, no distrito urbano do Zango, município de Viana, em Luanda, e o reaparecimento do seu corpo – já sem vida –, em estado avançado de decomposição, a 31 do referido mês, no interior da sua viatura com todos seus pertences intactos, nas imediações da centralidade Zango 8000.

De acordo com o documento, que faz referência à autópsia realizado sobre o corpo de Penelas, indica que a vítima, de 62 anos, primeiro teria sido posto em cárcere privado para depois ser alegadamente “torturado e morto”, uma semana após o seu desaparecimento, acusando “traumatismo craniano”.

“Conseguiram silenciar eternamente Sebastião Penelas, tanta premeditação, que uma semana antes do seu desaparecimento, consumou-se a exoneração de alguns directores no SIE, para nomeação de outros com pouco tempo de experiência e conhecimento técnico, com realce das Direções de Fiscalização e de Contrainteligência, de formas a amputar qualquer tentativa de investigações profundas sobre a sua morte”, sustenta a denúncia em carta à qual o Imparcial Press tem acesso.

Sebastião Penelas, enquanto oficial sénior do SIE, já se encontrava reformado, avança a fonte, acrescentando, porém, o malogrado teria sido chamado pelo actual “Director Geral do SIE, embaixador Bertino Matondo (BM) para assumir a cadeira máxima (PCA) da PROJEM Empreendimentos e Participações, por alegada orientação superior”.

A PROJEM, suposta empresa para a qual Penelas teria sido convidado a dirigir, está vocacionada nas operações financeiras do Serviço de Inteligência de Angola que movimenta milhões de dólares injustificáveis, operando em Cabo Verde, Moçambique, África do Sul, Portugal e Angola, com vários hotéis, casas de câmbio, imóveis e resorts, segundo a nossa fonte.

“Havia necessidade de se calar a boca de Penelas, por isso foi afastado várias vezes na era de Fernando Miala, era na altura habitual no SIE, manter quadros com competência o mais distante possível de quem tem o poder. Tendo, na ocasião, recebido uma vez como castigo, ir trabalhar na República Democrática do Congo (RDC), como Oficial de Inteligência, quando já era conhecido naquele país como Oficial de Inteligência Aberto, visto que chefiou a Divisão de Cooperação e Intercâmbio”, lembra a fonte ao Imparcial Press.

Por outro lado, revela a fonte, o seu patriotismo falou mais alto ao aceitar a última missão, na RDC, que, segundo o nosso interlocutor, foi claramente, na intenção de Bertino Matondo, nomeá-lo para aquela missão, com objectivos de cegar a opinião pública no intuito de transparecer que havia boas relações entre ambos, Sebastião Penelas, Bertino Matondo e Fernando Garcia Miala, uma vez que as relações já não pareciam boas entre si.

Familiares e colegas do malogrado exigem das autoridades que seja esclarecido a causa da morte hediondo daquele que em vida respondia por Sebastião Penelas, oficial de inteligência sénior do Serviço de Inteligência Externa (SIE).

O funeral de Sebastião Maria de Sousa Penelas teve lugar hoje, sábado, 04, no cemitério de Santa Ana, em Luanda, sob a organização do Serviço de Inteligência Externa.

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