Petro de Luanda leva grupo empresarial do MPLA (GEFI) a tribunal por “dívida” milionária
Petro de Luanda leva grupo empresarial do MPLA (GEFI) a tribunal por "dívida" milionária
Tomas Faria

A Sociedade de Gestão e Participações Financeiras (GEFI) e holding do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), a Angodiver, Lda e os ocupantes da Feira Popular foram levados a tribunal pela direcção do Atlético Petróleos de Luanda, por incumprimento de contrato.

Segundo o relatório e contas de 2022 daquela agremiação desportiva, citado pelo semanário Novo Jornal, Atlético Petróleos de Luanda, fundado a 14 de Janeiro de 1980, reclama da GEFI (holding do MPLA), da Angodiver e de alguns feirantes da Feira Popular da capital do país pouco mais de 48 milhões de kwanzas.

Segundo o documento em posse deste semanário, o Petro de Luanda diz que se decidiu a levar a tribunal a GEFI e os feirantes pelo facto de não terem cumprido com o contrato entre as partes, celebrado em 2010.

O Imparcial Press que os relatórios de gestão do ano 2022 e do período de Janeiro a Maio de 2023, foram aprovados, no 15 de Julho do ano em curso, pelos sócios do Petro Atlético de Luanda na Assembleia Geral Ordinária realizada na sede do clube.

Na presença de mais de 180 sócios com as quotas pagas até ao dia 10 do corrente mês, a reunião presidida pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral, Paulino Jerónimo, na presença do presidente da direcção, Tomás Faria, teve a duração aproximada de quatro horas.

Os sócios deixaram algumas recomendações, entre as quais, o presidente Honorário da formação tricolor, Hermínio Escórcio, considerou prioridade. “Reforçar a equipa principal de futebol para representar com dignidade o clube e a nação nas provas continentais”.

Gastos

No período em questão, o Atlético Petróleos de Luanda gastou mais em prémios de jogo que em salários. Só em prémios, segundo o documento, em 2022, o clube gastou mais de 5,1 mil milhões de kwanzas (pouco mais de 6,2 milhões de dólares), contra os 4,5 mil milhões de kwanzas (mais de 5,4 milhões de dólares norte-americanos) gastos em ordenados e salários dos atletas, técnicos e outros trabalhadores.

Na rubrica de outras “remunerações”, o relatório do clube presidido por Tomás Faria aponta que os custos estão relacionados com prémios de jogos e troféus por alcance dos objectivos, assistência médica e bónus de assinaturas.

Até 31 de Dezembro de 2022, período de encerramento do relatório e contas da formação, na sua folha, os petrolíferos contavam com um número de 475 colaboradores/técnicos e atletas, contra os 470 de 2021.

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