Piloto da TAAG denuncia falhas graves na manutenção das aeronaves
Piloto da TAAG denuncia falhas graves na manutenção das aeronaves
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Um piloto da TAAG – Linhas Aéreas de Angola manifestou-se, recentemente, preocupante sobre as graves falhas na manutenção técnica das aeronaves da companhia, que colocam em risco iminente a vida de passageiros e tripulantes.

Segundo o profissional, que preferiu manter o anonimato, as deficiências já atingiram níveis alarmantes, comparando a manutenção das aeronaves ao tratamento dado a veículos de transporte comum.

“Os aviões são tratados como se fossem Hiaces, com a mesma displicência em procedimentos básicos, como a troca de óleo e substituição de peças”, desabafou o piloto.

O alerta mais recente envolve um voo doméstico em que o piloto quase decolou com um motor praticamente sem óleo no Dash 8-400, uma aeronave também utilizada em voos regionais.

“Há dias estive sujeito a ficar sem dois motores no ar. Como já não confio na manutenção, agora mando abrir todas as portas e portinholas antes de cada voo. Fui verificar o nível de óleo e, para minha surpresa, estava praticamente seco. Tive que mandar acrescentar óleo!”, relatou o piloto, mostrando imagens do motor para comprovar a situação.

O profissional não esconde o desalento com a inércia da companhia e das autoridades. “Reportámos, mas ninguém é responsabilizado. A manutenção continua pior, não compram peças. Voamos com seis itens MEL (Minimum Equipment List, uma lista de itens que podem estar temporariamente fora de operação), e mesmo assim ninguém faz nada. É uma vergonha!”, acrescentou.
Fugas de óleo e falta de reação
Em outro incidente relatado, o piloto revelou que enfrentou uma fuga de óleo no motor 2 e fuga hidráulica no motor 1 durante um voo.

“Reportei, mas nem a TAAG nem a Autoridade Aeronáutica reagiram. Para eles, parece ser normal. Vamos nos preparando, porque um dia vai haver uma grande desgraça!”, alertou, visivelmente frustrado com a situação.

O desabafo deste piloto expõe uma realidade preocupante dentro da transportadora aérea nacional, que enfrenta uma crise operacional agravada pela falta de peças de reposição e manutenção inadequada.

A ausência de medidas corretivas e a passividade da Autoridade Aeronáutica colocam em risco a segurança dos voos, um cenário que exige ações urgentes para evitar uma tragédia anunciada.

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