Populares manifestam-se contra o aumento do custo de vida e exigem libertação do activista Osvaldo Caholo
Populares manifestam-se contra o aumento do custo de vida e exigem libertação do activista Osvaldo Caholo
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Uma manifestação de cidadãos está neste momento em curso nas imediações do Largo da Família, em Luanda, onde um grupo significativo de populares protesta contra o recente aumento do preço dos combustíveis, das tarifas de táxi, e exige também a libertação do activista cívico Osvaldo Caholo.

Desde as primeiras horas da manhã, dezenas de manifestantes concentraram-se no local com dísticos, megafones e palavras de ordem, denunciando o que consideram ser o agravamento da crise social e económica que afecta, sobretudo, os mais pobres.

Gritavam-se frases como “Estamos a morrer de fome!”, “Justiça para Osvaldo Kaholo!” e “Combustível caro, vida cara!”.

A Polícia Nacional montou barricadas em várias ruas adjacentes ao largo, impedindo a aproximação de mais manifestantes e limitando o fluxo normal da manifestação.

Algumas fontes no local relatam que houve momentos de tensão, com empurrões entre cidadãos e agentes, e tentativas da força policial de dispersar o protesto pacífico.

“Estamos cansados de sofrer. O salário não sobe, mas o táxi e o combustível sobem todos os meses. Isso não é justo”, declarou um jovem manifestante que pediu anonimato por questões de segurança.

A manifestação tem também um forte tom político, com vários manifestantes exigindo a libertação imediata de Osvaldo Caholo, detido recentemente por alegadas acusações ligadas à sua participação em protestos anteriores.

Para muitos jovens angolanos, Caholo representa a resistência pacífica e a voz ativa contra injustiças sociais no país.

Organizações da sociedade civil e movimentos juvenis têm vindo a criticar as medidas económicas do governo, alegando que penalizam injustamente a maioria da população que já vive com rendimentos mínimos.

O aumento dos preços dos transportes públicos, consequência directa da subida dos combustíveis, é visto por muitos como a “gota d’água” numa realidade social cada vez mais insustentável.

Até ao momento, não há confirmação de detenções durante o protesto, mas a presença da polícia permanece firme e alerta. Não foi possível obter uma reação oficial das autoridades governamentais ou da polícia no momento da redação desta reportagem.

A sociedade civil aguarda com expectativa o desenrolar dos acontecimentos e a forma como o Executivo responderá às exigências populares que, mais do que nunca, ecoam pelas ruas da capital: dignidade, justiça social e liberdade.

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