Por que João Lourenço “defende” o Hamas? – Nelson Custódio
Por que João Lourenço "defende" o Hamas? – Nelson Custódio
JL onu

Extrato do Preâmbulo do Hamas – Movimento da Resistência Islâmica: “Israel existirá e continuará existindo até que o Islão o faça desaparecer, como fez desaparecer todos aqueles que existiram anteriormente a ele (segundo palavras do mártir Iman Hasan al-Banna, com a graça de Alá)”.

Ora, não é preciso ser muito inteligente para perceber que aqui eles claramente juram de morte – pregam a aniquilação – de todo o Estado de Israel!

O Artigo 8.º é ainda mais assustador, ao afirmar: “Alá é a finalidade, o Profeta o modelo a ser seguido, o Alcorão a Constituição, a Jihad é o caminho e a morte por Alá é a sublime aspiração“.

Esse movimento terrorista, que impõe uma guerra santa contra Israel – a única nação democrática do Médio Oriente – e que controla com mão de ferro a Palestina, reduzindo a nada a Presidência da Autoridade Palestina, liderada por Mahmoud Abbas…

É este grupo que o Presidente da República de Angola e da União Africana, João Lourenço, defende que tenha o seu Estado reconhecido pela ONU e um assento como membro de pleno direito? Como? Sem antes se aniquilar o Hamas?

Num futuro Estado palestino reconhecido pela ONU, os membros do Hamas integrariam as Forças Armadas da Palestina ou até mesmo um futuro governo?

E, nesse caso, seriam forças armadas normais, como num Estado democrático e de direito, ou teriam por base o Islão, o Alcorão e a manutenção da Jihad?

Mais ainda: o novo Estado seria uma República Democrática ou uma República Islâmica?

João Lourenço diz defender a coexistência pacífica de dois Estados. Mas como? Em que termos? Que garantias João Lourenço recebeu do Hamas ou da Autoridade Nacional Palestina de que, em caso de reconhecimento do Estado Palestino, cessariam a guerra santa contra Israel?

Acaso João Lourenço e a República de Angola têm relações diplomáticas com o Hamas ou com a Autoridade Nacional Palestina? Então, por que razão João Lourenço, de forma no mínimo incoerente, se posiciona sempre contra Israel?

Porque defende tanto Cuba, Venezuela, China (para além das razões comerciais) e Coreia do Norte – mantendo inclusive relações diplomáticas com este último? Não será apenas por alinhamento político-ideológico? Afinal, ditaduras e autocracias alinham-se com ditaduras e autocracias, certo?

No último mês, por exemplo, vários dirigentes do MPLA, incluindo jornalistas (o que é ainda mais preocupante), estiveram na China para formação…

Que contradição: jornalistas de uma nação que se diz democrática a serem formados num país governado por uma ditadura comunista.

Voltando ao Hamas: por que João Lourenço não defende o desarmamento e a aniquilação total do grupo? E a devolução dos cerca de 47 reféns israelitas ainda em cativeiro?

O Hamas constrói bases militares em cima de hospitais e escolas, usando o seu próprio povo – sobretudo mulheres e crianças – como “bucha de canhão”.

Enquanto Israel fornece comida, água, hospitais e energia elétrica para o povo palestino, o Hamas impede que esses bens beneficiem a população, apropriando-se deles para sustento próprio. É como se Israel alimentasse a própria “cobra venenosa”.

Portanto, o Hamas oprime, mata e rouba a liberdade do seu próprio povo – o povo palestino – da mesma forma que o MPLA oprime Angola e os angolanos há 50 anos.

Que fique claro: a luta de Israel não é, e nunca foi, contra o povo palestino. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sempre deixou isso claro.

Não foi o povo palestino que invadiu Israel no dia 7 de Outubro de 2023. Logo, como poderia Israel insurgir-se contra o povo palestino? Não faz sentido algum.

Assim, quem comete suicídio contra o seu próprio povo é o Hamas. E era isso que João Lourenço, enquanto Presidente de Angola e da União Africana, deveria condenar – e não, subjetivamente, apoiar.

Já agora, o conflito no Sudão já vitimou mais de 150.000 pessoas. Por que razão João Lourenço não denunciou essa tragédia? Alguma vez disse que o que está a acontecer no Sudão é um genocídio?

O conflito, iniciado a 15 de Abril de 2023, opõe as Forças Armadas Sudanesas e as Forças de Apoio Rápido, anteriormente ligadas ao governo.

João Lourenço não é um estadista. Um verdadeiro estadista tem brio e ideias próprias. Quando fala, fala para o mundo, e não apenas para a sua plateia interna, que acredita em narrativas do “Sul Global”, no socialismo e em outras hipocrisias e cinismos. É um desperdício dos recursos do povo angolano.

Quanto a mim, prefiro pautar o meu apoio a Israel por princípios, valores, coerência e verdade, tendo como base a Palavra de Deus:

  • Génesis 12:3 – “E farei de ti uma grande nação; e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.”

  • Números 24:9 – “O povo que se levanta como leoa e se ergue como leão; não se deita até que coma a presa e beba o sangue dos traspassados. Quem abençoar Israel será abençoado, e quem o amaldiçoar será amaldiçoado.”

  • Salmos 122:6-9 – “Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam. Haja paz dentro de teus muros e prosperidade dentro dos teus palácios. Por causa dos meus irmãos e amigos, direi: Haja paz em ti! Por causa da casa do Senhor, nosso Deus, buscarei o teu bem.”

Só quem é lavado no sangue do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e aguarda a redenção de Israel entenderá. Isso não é conversa para ateus ou comunistas – muito menos para quem apoia terroristas.

Abençoa, ó Deus de Israel, a nossa Angola, a nossa nação. Venha a nós o Teu Reino. Amém!

*Jurista

Compartilhar:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
error: Conteúdo protegido