
O edifício do lote 1 do Prenda, distrito urbano da Maianga, município de Luanda, pode desabar nas próximas horas, tendo em conta as vibrações sentidas durante a tarde do sábado, 22.
O edifício colonial de cinco andares, existente há mais de 50 anos, já foi evacuado e interdito para se impedir a circulação de pessoas no interior e nos arredores. Até ao momento, os moradores ainda não foram alojados.
Constatou-se também que as colunas do prédio já estão a ruir, pois é visível, em várias, a estrutura interna de aço, devido à quebra do betão que as cobre.
Num dos vídeos publicados nas redes socais, ouve-se um cidadão, não identificado, a afirmar que o edifício vibrou durante a tarde de hoje, sábado (22 de Abril). De acordo com relatos de moradores, as vibrações ocorreram por volta das 11h30 da manhã, e geraram pânico entre as famílias.
Até ao princípio da noite, que as 41 famílias residentes no imóvel já abandonaram a estrutura, mas ainda não há um espaço oficial para serem realojadas. Neste momento, os moradores contam com a solidariedade dos seus familiares para se abrigarem, até a situação ficar resolvida.
Maria Filomena, moradora do terceiro andar, lamentou o facto de não terem tido tempo para retirar os seus pertences do imóvel. “Os moradores vão para casa dos familiares e esperar até terça-feira, às 16h00, para terem informação da administração sobre o futuro lugar para o realojamento”, disse.
Enquanto isso, a Polícia Nacional garante a segurança dos bens, até que a situação seja resolvida pela administração municipal e pelo Governo Provincial de Luanda.
Segundo o porta-voz do Serviço de Protecção Civil e Bombeiro, Félix Domingos, em média, mais de 200 pessoas foram desalojadas do edifício do lote 1 do Prenda.
Na conversa entre técnicos da empresa de construção civil, que está a avaliar as “patologias” do prédio, ouviu-se considerações de que o edifício poderá ser demolido, caso não desabe.
Edifício do Prenda tem danos graves – LEA
O Laboratório de Engenharia de Angola (LEA) confirmou, ainda no sábado, que o edifício apresenta uma “situação grave para desabamento”.
Conforme o vice-governador provincial para o sector técnico e infra-estrutura, Cristino Ndeitunga, estudos preliminares do LEA apontam para a existência de quatro pilares tecnicamente “falidos” no imóvel.
Em declarações à imprensa, reforçou que o referido prédio carece de uma intervenção técnica urgente a nível dos pilares, razão pela qual continuará interditado.
Adiantou que as equipas técnicas foram orientadas a fazer, rapidamente, o reforço dos pilares, passo fundamental para se determinar a volta ou não dos moradores.
Esta é a segunda situação de desalojamento de famílias em edifícios da era colonial em
Luanda, só este ano. A primeira ocorreu num edifício da Avenida Comandante Valódia, que desabou, sem causar vítimas.
in Angop