Prémio A. Ferreira de jornalismo desportivo – Salas Neto
Prémio A. Ferreira de jornalismo desportivo - Salas Neto
aleluia

O Jornal dos Desportos faz 30 anos na quarta-feira, 31 de Janeiro. Único jornal desportivo do país, é propriedade das Edições Novembro, tendo tido como mentores e executores os jornalistas Victor Silva e António Ferreira, o nosso saudoso Aleluia.

Eu, jornalista-em-chefe Salas Neto, também fiz parte desta gesta, em 1994. Depois da fundação, estive por lá um ano e meio, mas ainda cheguei a ocupar cargos de chefia (subchefe de redacção), sendo que fui muitas vezes o editor executivo da publicação.

Contudo, o figurão do Jornal dos Desportos, apesar de já nos ter deixado, continua a ser o António Ferreira, por tudo quanto fez pela consolidação deste projecto que ajudou a criar de forma determinante.

Hoje o JD publicou uma edição ou um caderno especial celebrativo, segundo o seu actual director, o jornalista Honorato Carlos Silva, com quem estive à conversa, a propósito, no sábado.

Ele é dos poucos que reconhece a importância que nós tivemos no seu crescimento profissional. Os outros, vaidosos, até nos maltratam.

O camarada pretendia que eu escrevesse umas linhas sobre o «nosso» Jornal dos Desportos. Estranhei por que razão é que só me estava a avisar no sábado à tarde, mas lá o gajo me deu um catá e ficou já só assim, até porque, sem luz, não tinha como responder ao seu pedido.

«Espero que pelo menos não me coem como o Matias Adriano me fez da outra vez», ironizei, a propósito dum esquecimento sacana, que nem poupou o próprio Aleluia. Garantiu que não, que seríamos mencionados, ao menos.

Como já tenho isso na cabeça há bué de tempo, pedi-lhe para interceder junto do Drumond Jaime, a ver se as Edições Novembro institucionalizam um prémio de jornalismo desportivo em homenagem ao António Ferreira, se calhar com o apoio da Associação de Imprensa Desportiva de Angola (AIDA), organização que também ajudou a criar e deu o litro pela sua afirmação.

E se a Federação Angolana de Andebol criasse um troféu António Ferreira da modalidade, a igual que faz com outras figuras, como o Paulo Bunze, o Francisco de Almeida e outros, não seria favor nenhum. Tenho dito.

Licenciado em comunicação social, técnico médio de educação física, árbitro de andebol e jornalista desportivo de mão cheia, António Ferreira faleceu a 4 de Junho de 2020 em Lisboa, pouco depois de completar 60 anos em Abril. Honra e glória à sua figura!

*Jornalista e escritor

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