Presidência reage acusações do líder da UNITA sobre tentativa de suborno e terceiro mandato
Presidência reage acusações do líder da UNITA sobre tentativa de suborno e terceiro mandato
Palacio presidencial

A Presidência da República de Angola refutou as declarações proferidas pelo líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, durante a terceira edição de “Conversas Economia 100 Makas”, realizado ontem, 7 de Julho, que sugerem que emissários do Chefe de Estado tentaram suborná-lo para viabilizar uma revisão constitucional com vista à introdução de um terceiro mandato presidencial.

Em comunicado emitido nesta terça-feira, a Secretaria de Imprensa do Presidente da República classificou as declarações como “falsas, irresponsáveis e atentatórias à integridade das instituições democráticas angolanas”, desafiando o presidente da UNITA a identificar publicamente quem teria sido o suposto mandatário envolvido na alegada tentativa de suborno.

“O Presidente da República jamais mandatou qualquer cidadão para abordar o líder da UNITA com o propósito de alterar a Constituição. Tal pretensão nunca foi apresentada formalmente à Assembleia Nacional, única entidade competente para deliberar sobre esta matéria”, lê-se na nota em posse do Imparcial Press.

A nota recorda ainda que a última revisão constitucional foi realizada em 2021, quando o partido no poder detinha maioria qualificada no Parlamento, e que “nunca esteve em discussão” a introdução de um terceiro mandato presidencial.

A Presidência advertiu que, caso Adalberto Costa Júnior não comprove publicamente as suas alegações, poderão ser acionados mecanismos legais para responsabilização civil e criminal.

No mesmo comunicado, o Executivo também reagiu à insinuação feita pelo líder da oposição de que Angola teria pago para assumir a presidência rotativa da União Africana, cargo que o país se prepara para ocupar.

A Presidência esclarece que o processo seguiu as normas da rotatividade regional da SADC e que a candidatura de Angola foi aprovada por unanimidade na cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da organização, realizada em agosto de 2023.

“Insinuar que o país tenha pagado para ocupar uma posição de tamanha relevância no continente é irresponsável e antipatriótico. É um ataque gratuito à imagem de Angola e à credibilidade da própria União Africana”, acrescenta a nota oficial, desafiando Adalberto Costa Júnior a revelar quem pagou, quanto pagou e a quem, caso tenha provas.

A Presidência conclui o comunicado recordando declarações anteriores do presidente da UNITA, nomeadamente a alegação da existência de um suposto túnel entre o Palácio Presidencial e a Comissão Nacional Eleitoral, acusação que, segundo o Governo, nunca foi provada.

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