Presidente do MPLA responde Isabel dos Santos: “A luta contra a corrupção e a impunidade vai continuar”
Presidente do MPLA responde Isabel dos Santos: "A luta contra a corrupção e a impunidade vai continuar"
Jl e IS

O presidente do MPLA reiterou, esta sexta-feira, 25, em Luanda, no seu discurso de abertura da III Reunião Ordinária do Comité Central, o “adormecido” compromisso da luta contra a corrupção e a impunidade bem como a defesa dos direitos e liberdades dos cidadãos.

João Lourenço se propôs a continuar, neste segundo mandato como Chefe de Estado, a lutar contra a corrupção e a impunidade que ainda acontece no país.

Na quinta-feira, 24, a filha do ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos, assegurou que MPLA [o partido onde militou durante o reinado do seu progenitor] se “tornou um partido corrupto” que não está à altura dos desafios do futuro.

“O MPLA tornou-se num partido corrupto, tornou-se num partido, com vícios e que não respeita a lei”, acusou Isabel dos Santos, embora seja publico e notório que desde que o seu pai deixou o poder, em 2017, a sua relação com o partido sofreu uma forte degradação, especialmente depois de lhe terem sido abertos diversos processos por corrupção e desvio de dinheiros públicos, que a PGR diz atingir os 5 mil milhões de dólares.

Isabel dos Santos afirmou, na entrevista concedida a DW, que “Angola precisa de um governo à altura. Hoje acredito que o partido que está no poder não é o partido certo para gerir as expectativas dos angolanos”.

A viúva de Sindika Dokolo disse que enquanto o MPLA estiver no poder, dificilmente haverá investimentos em Angola. “É preciso uma mudança…”, avançou.

Mas o presidente do MPLA garante que o Executivo está empenhado na criação de um bom ambiente de negócios que atraia investimento privado para se produzir localmente bens e produtos de exportação e se crie empregos, reafirmando o compromisso com o aumento da oferta de água potável, energia eléctrica, habitação, assistência médica, acesso à escola, a prática desportiva, emprego, entre outros direitos.

Para João Lourenço, o programa do MPLA assegura o investimento público em infra-estruturas para garantir o sucesso do investidor privado na sua missão de produtor por excelência de bens e serviços, sem descurar o papel social do Estado com os mais desfavorecidos.

O político pediu a conclusão do chamado pacote legislativo autárquico para se iniciar o processo de implantação do poder autárquico, sublinhando que o Executivo vai submeter, em breve, à Assembleia Nacional uma proposta de nova divisão político-administrativa do país, tendo em conta a sua enorme extensão.

Adiantou que as eleições de 24 de Agosto último sinalizaram a necessidade de maior negociação entre o Executivo, as formações políticas e a sociedade civil com vista ao desenvolvimento do país e bem-estar dos angolanos.

Referiu que, apesar das crises mundiais de segurança, energética, alimentar e ambiental, o MPLA vai continuar a suportar o Executivo para cumprir, o máximo possível, as suas obrigações perante a nação e os cidadãos.

Informou que a III Reunião do Comité Central vai proceder ao balanço das eleições gerais de 24 de Agosto, do desempenho e resultados alcançados, suas consequências, pontos fortes e fracos.

“Pretendo que a abordagem fosse analítica, objectiva e crítica, para identificar as acções e medidas de correcção a adoptar do topo à base e a nível da acção do Executivo para melhor satisfazer as grandes aspirações dos cidadãos”, rematou.

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