Presidente João Lourenço reúne Conselho de Segurança para avaliar distúrbios
Presidente João Lourenço reúne Conselho de Segurança para avaliar distúrbios
CNS

O Presidente da República e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas, João Lourenço, presidiu, esta terça-feira, no Palácio Presidencial, uma reunião do Conselho de Segurança Nacional, centrada na avaliação da situação de segurança interna, particularmente após os actos de vandalismo e pilhagens registados recentemente em sete províncias, com maior incidência em Luanda.

Segundo o comunicado oficial emitido ao final da reunião, em posse do Imparcial Press, o Conselho foi informado sobre os distúrbios ocorridos na passada semana, caracterizados por arruaças, destruição de bens públicos e privados e perturbação da ordem pública.

“Face à sua gravidade, os sectores e serviços do Sistema de Segurança Nacional tomaram medidas adequadas que permitiram conter e estancar essas acções”, lê-se no documento.

As acções de resposta, segundo o comunicado, resultaram no restabelecimento da ordem, da actividade comercial, laboral e escolar, bem como da sensação de segurança entre os cidadãos.

Durante a reunião, o Conselho de Segurança Nacional também alertou para o uso indevido das redes sociais, referindo que muitos dos conteúdos disseminados recentemente têm origem em tecnologias de Inteligência Artificial, com o objectivo de incitar ao ódio, à desobediência civil e à rebelião.

O comunicado apela à população angolana para manter um comportamento cívico e ordeiro, respeitando as autoridades, que se encontram “engajadas na garantia dos direitos e liberdades dos cidadãos consagrados na Constituição”.

Na semana, o país registou vários episódios de vandalismo e pilhagens que foram registados nas províncias de Luanda, Bengo, Malanje, Icolo e Bengo, Benguela, Huíla e Lunda Norte, com relatos de saques a estabelecimentos comerciais, que resultaram na morte de mais de 40 pessoas, 277 feridos e mais de duas mil pessoas foram detidas.

O Conselho de Segurança Nacional não avançou dados sobre detenções, feridos ou danos materiais, mas garantiu que as instituições competentes continuam em alerta para prevenir novas ocorrências.

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