
Os professores do ensino geral apelam à equipa económica do Executivo de João Lourenço, sobretudo o Ministério das Finanças, a pagar atempadamente os salários do mês de Junho, sob pena de se comprometerem os exames finais que se iniciariam ontem, quinta-feira, 22.
Segundo o presidente do Sindicato dos Professores (SINPROF), os docentes não estão preparados para suportar mais um atraso salarial, que se regista desde Fevereiro passado e que foi mais alargado em Maio, originando vários constrangimentos à classe.
“Os professores de Cabinda ao Cunene não estão preparados para suportar mais um atraso salarial, por isso apelam ao Executivo angolano, principalmente a equipa económica, no sentido de não haver atrasos salariais no mês de Junho”, disse Guilherme Silva.
O líder sindical recorda que as provas trimestrais finais tiveram início ontem e decorrem até 30 de Junho e na primeira semana de Julho arrancam os exames escritos e lamenta que os professores não tenham subsídio de transporte para chegarem à escola.
“Retiram do seu mísero salário para pagar o táxi, se houver atraso de salário de Junho a responsabilidade será assacada ao Executivo quando os professores não puderem ir à escola por falta de dinheiro para pagar o táxi”, disse.
Aos pais e encarregados de educação, pediu paea que “olhem também para isso como assunto pertinente”.
“Todos nós façamos eco à equipa económica do Executivo, aqui o Ministério das Finanças, para pagar os salários dos professores do mês de Junho a tempo”, realçou.
Porque, “se assim não for, teremos um prejuízo no que aos exames diz respeito”, salientou Guilherme Silva, exortando ainda o Executivo angolano a informar a sociedade “se de facto o executivo está em falência técnica”.
in Lusa