Progresso do Sambizanga precisa de mais de 230 milhões de kwanzas/ano
Progresso do Sambizanga precisa de mais de 230 milhões de kwanzas/ano
Progresso

O Progresso Associação Sambizanga (PAS) necessita de 237 milhões de kwanzas, para a implementação anual do programa de reactivação e melhoramento geral do clube, afirmou na quinta-feira, 08, em Luanda, o seu novo presidente, Domingos Tomás.

O substituto do demissionário Silvestre Kissari, eleito, no último domingo, para o quadriénio 2024/27, argumentou que o orçamento previsional (237 milhões de kwanzas) poderá ser suportado pelos sócios, amigos e outros apoiantes da agremiação.

Lembrou que o PAS tem muitos adeptos, não só na capital do país, mas também em outras regiões, que mobilizados, certamente vão ajudar na concretização de três pilares fundamentais do plano de acção imediato, que consistem em reestruturar a área administrativa e financeira.

De igual modo, a recuperação dos recursos humanos, algumas infra-estruturas, a exemplo da sede, campo e pavilhão de treinos, bem como manter as equipas de formação, como o futebol e o andebol, em ambos os sexos.

Na extensa conversa mantida com o novo líder do grémio Sambila, no relvado sintético do seu recinto de treinos, além de empenho do elenco, para o resgate da mística do PAS, também falou-se da possibilidade do regresso da equipa ao Campeonato Nacional de futebol da primeira divisão (Girabola), após despromoção na época 2021/22.

As melhores formas para o angariamento de recursos financeiros e suporte de despesas, perspectivas de transformação do clube em Sociedade Anónima Desportiva (SAD), entre outros assuntos, também mereceram referências por parte do antigo árbitro e presidente da Associação Provincial de Futebol de Luanda (APFL).

O clube, cuja equipa de futebol conquistou a Taça de Angola, em 1996, já teve como presidentes, entre outros, Rui de Jesus, Lopo do Nascimento, Justino Fernandes, Galvão Branco, Eduardo Veloso, Daniel Simas, António Fiel “Didi”, Nelo Victor, Simão Paulo, Paixão Júnior, José Inácio e Silvestre Kissari.

Fundado em Luanda, a 17 de Novembro de 1975, o clube é resultado da fusão do Juventude Unida do Bairro Alfredo (JUBA), Juventista e o Vaza e tinha como propósito unir a massa juvenil do bairro Sambizanga (antigo musseque Mota) para o desenvolvimento do desporto e do futebol em particular.

Na década de 1970, participou no Torneio da Agricultura, que viria a ser o “embrião” do actual Girabola. Na altura despontaram talentos como Ginguma, Kiferro, Praia, Santinho, Manuel, Bonito, Lelé, Salviano, Chiminha, Luís “Cão”, Augusto Pedro, Santo António e outros que catapultaram o nome do grémio para fora dos limites do bairro.

Guiado por filosofia própria e sob influência de antigas formações da área como a Académica do Ambrizete, Sporting do Musserra e Benfica do Kinzau, entrou no convívio dos clubes mais fortes de Angola, como o 1º de Agosto e TAAG (hoje ASA).

Incluindo, o Mambroa do Huambo, Nacional de Benguela, Construtores do Uíge, Desportivo da Chela, Ara da Gabela, Ferroviário da Huíla e 1º de Maio, numa competição que atraiu muitos simpatizantes.

Tendo o futebol como disciplina tradicional, pelo Progresso ainda passaram jogadores de referência como Mirrage, Sorsié e Vata (este transferido depois para o futebol português), que antecederam a legião de Janguelito, Cacharamba, Zico e Pedro Manuel “Mantorras”.

Destaque ainda para o contributo dos técnicos nacionais como Domingos Inguila, Arlindo Leitão, Laurindo, Joaquim Dinis, Ndunguidi Daniel, entre outros. Sem esquecer dos estrangeiros Jan Brouwer (holandês), que substituiu o sérvio Drasko, Arnaldo Gamonal (Peruano), bem como o cabo-verdiano Lúcio Antunes, ex-seleccionador do seu país.

in Angop

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