Proprietário do condomínio Vila Lisboa acusado de burlar mais de mil clientes
Proprietário do condomínio Vila Lisboa acusado de burlar mais de mil clientes
condo lisboa

“Promessas não cumpridas há pelo menos sete anos, acrescido de arrogância, mentiras, falsas espectativas e abuso de poder”, são, dentre outras, características atribuídas ao cidadão Isaías José Lisboa Aires, proprietário do condomínio “Vila Lisboa”, localizado no Zango 4, município de Viana, em Luanda, acusado de estar a burlar mais de mil candidatos à compra de residências por renda resolúvel no seu condomínio, segundo denúncias chegadas ao Imparcial Press.

O projecto habitacional “Vila Lisboa” idealizado para mil 311 residências, em 2017, com diferentes tipologias, para comercialização por renda resolúvel, para o sonho da casa própria, dizem os moradores, tornou-se “no próprio pesadelo” sem fim à vista.

Segundo alegam, do número de residências projectadas, apenas cerca de 50 estão habitadas, mas em péssimas condições de habitabilidade, como a falta de iluminação pública, água potável, falta de saneamento básico, segurança para os moradores e mais.

As casas semi-acabadas começaram a ser vendidas no valor que varia entre cinco milhões, inicialmente, depois devido à procura evoluiu a 13 milhões de kwanzas, com a garantia de entrega aos clientes no prazo de seis meses, por uma renda resolúvel de três anos. Mas, a maioria dos candidatos, embora tenha pago na totalidade e alguns ainda por pagar, aguardam pela residência há mais de três anos.

“O senhor Lisboa é um burlador. Das mil e tal casas apenas menos de 60 estão habitadas, mas foram os próprios clientes que fizeram o acabamento das residências e ele nunca quer saber das cláusulas contratuais. Já criamos uma comissão de moradores para nos representar nas nossas reivindicações, mas ele ignora tudo e todos”, disse uma fonte.

No ano de 2021, Isaías Lisboa Áires, enquanto gestor e proprietário do condomínio “Vila Lisboa”, havia, mais uma vez, dizem as fontes do Imparcial Press, enganado todos os candidatos às residências, com a promessa de que em cada seis meses entregaria pelo menos 100 casas acabadas. Mas, lamentam os lesados, tudo não passou de mais uma “vigarice”.

“Quinhentos mil kwanzas é o valor de entrada, para alguns casos, e mensalmente fazer um depósito de 100 mil kwanzas durante 10 anos. Casas sem qualidade e condomínios sem infra-estruturas sociais, de lazer e de diversão conforme ele prometeu no início. Ainda assim, muitos que estavam a efectuar obras por custos próprios, chegaram a encontrar as fechaduras das portas trocados ou mesmo casas vendidas a outros clientes por alegada ´divida de um ou dois meses”, denuncia uma fonte que passou por tal situação.

Lisboa não respeita contratos celebrados

Ainda segundo uma fonte “desesperada”, várias foram as promessas no acto da celebração de contratos que até à presente data não foram cumpridas por falta de vontade dos responsáveis do condomínio “Vila Lisboa”, sobre tudo o cidadão Isaías Lisboa, a quem acusam de “mentiroso arrogante e de praticar abuso de poder”, porquanto continua impune de todos os seus actos que são de domínio público e nas instâncias judiciais.

“Não cumpre com os contratos e se o comprador ficar três meses sem pagar por entender que não se esta a cumprir o contrato, eles rescindem o contrato e vendem a casa a outra pessoa alegando que vão devolver 50 por cento do anterior proprietário e não devolvem. Algumas pessoas já estão à espera a dois anos para receber o referido reembolso, são tantas promessas não cumpridas”, conta a fonte.

Num total de mil 311 casas que compõem o condomínio, revela uma outra fonte, Isaías Lisboa cobra por cada residências 7 mil kwanzas para a segurança do condomínio, inclusive proprietários de terrenos sem obras, mas nem por isso os assalto no recinto param de acontecer. Porém, Isaías Lisboa não se responsabiliza pelos danos dos assalto.

“Agora quer subir a taxa para 14 mil kwanzas por mês, alegando que uns não pagam e porque vai por uma sala de vídeo vigilância no Talatona com cabos de fibra óptica, e que vai fazer passes de pvc para cada morador e cada elemento da família deve pagar. Estamos fartos das promessas deste senhor que continua a enganar e a estorquir, mentiroso. Alguém de direito deve travar este senhor”, clama a fonte.

Água de “garimpo” e electricidade em alta

De acordo com os denunciantes, a água canalizada que chega ao escritório do condomínio Vila Lisboa, de forma restrita, a ligação à conduta da EPAL foi realizada à calada da noite, o que se presume ter havido garimpo, acrescentando, por outro lado, “nós vimos ele a cavar no período da noite para fazer ligação de água na conduta da EPAL para os seus escritórios”.

Já para a energia eléctrica, o caos é tremendo e ainda pior no bairro/Vila Lisboa, desde os riscos de electrocussão que os moradores correm, principalmente quando chove, uma vez que a instalação eléctrica é subterrânea, sem observar os princípios de segurança eléctrica, assim como aos danos de electrodomésticos por constantes oxilações da própria electricidade.

A única cabine eléctrica instalada por si para alimentar o seu escritório, é a mesma que, depois de muitas reivindicações, Isaías Lisboa passou a fornecer electricidade aos moradores ao custo para cada morador na ordem de 250 mil kwanzas para a taxa de ligação e 10 mil kwanzas para a taxa mensal, com todo material por conta do cliente.

A comissão de moradores criada para o efeito tentou várias vezes chamar a razão e pedir bom senso, mas Isaías Lisboa é apontado como “ignorante e arrogante para dialogar” sobre os direitos de quem este “usurpou” milhões para vender as casas (gato por lebre), segundo um lesado.

A direcção do referido condomínio, segundo apurou o Imparcial Press, na última semana do mês de Novembro, procedeu ao corte de electricidade a todos os moradores que teriam denunciado os seus actos à imprensa angolana.

Todavia, até ao fecho desta edição, o Imparcial Press procurou o direito de resposta junto da direcção do condomínio “Vila Lisboa”, mas sem o efeito desejado que se impunha para ouvir a outra parte denunciada de estar supostamente a “ludibriar” os seus próprios clientes.

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