
A província do Bengo regista escassez de supermercados, sendo o “Jumbinho” o único existente nesta parcela do território nacional, situado na Açucareira, em Caxito, depois de o “Nosso Super” e “Poupa Lá” terem decretado falência técnica. As cantinas e armazéns espalhados por esta cidade são alternativas dos munícipes.
Atendendo ao elevado preço praticado nesses estabelecimentos, a maioria dos habitantes de Caxito deslocam-se a Luanda para as compras do mês, por acharem os preços mais acessíveis, comparativamente aos do Bengo.
O funcionário público, Agostinho Adão, queixou-se da falta de superfícies comerciais na província, esperando que o problema seja resolvido com a maior brevidade possível.
“É lamentável esta situação. No meu caso, tenho de percorrer 120 quilómetros, Caxito a Luanda (ida e volta) para fazer as compras do mês. Temos cá um supermercado, o Jumbinho (passe a publicidade), mas não está em condições de atender as necessidades dos cidadãos. Há produtos que temos de comprar nas cantinas e nos armazéns ou temos de viajar para Luanda, com o intuito de os adquirir. Além disso, os preços praticados no estabelecimento são exorbitantes”, lamentou o interlocutor, apelando ao empresariado nacional e estrangeiro a investirem em grandes superfícies comerciais no Bengo ou abram lojas como o “Arreiou” e “Tá Barato”, para facilitar a vida dos consumidores.
Maria Adão, por sua vez, mostrou-se indignada com a escassez de supermercados na capital do Bengo.
“É triste e lamentável ver a província nessa situação. Eu, por exemplo, tenho de me deslocar de quinze em quinze dias a Luanda, para fazer compras nos supermercados. Faço as minhas compras na Angomart, passe a publicidade”, acrescentando que “o Bengo tinha vários supermercados, mas acabaram por falir por problemas internos, na gestão da própria empresa”, finalizou a também funcionária pública.
A acção governativa, prosseguiu, deve ser capaz de satisfazer o maior número de necessidade possível, para a garantia e satisfação colectiva.
Angelino Elavoco lembrou aos gestores públicos que o OGE não deve ser considerado como um documento meramente técnico, mas sim a essência, um documento que reflecte as prioridades de um Governo, ligado a estruturas, quer dos recursos obtidos quer das políticas sectoriais.
Segundo Angelino Elavoco, todo e qualquer orçamento influencia o quadro económico, com vários efeitos, como por exemplo, as transferências sociais para as famílias, melhoria das condições remuneratórias dos funcionários da Administração Pública, o que afecta directamente a vida das pessoas.
in JA