PSP intervém em voo da TAP proveniente de Luanda após denúncia de furtos a bordo
PSP intervém em voo da TAP proveniente de Luanda após denúncia de furtos a bordo
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Passageiros de um voo da TAP proveniente de Luanda denunciaram, na manhã de sábado, a ocorrência de furtos a bordo, situação que motivou a intervenção da Polícia de Segurança Pública (PSP) já depois da aterragem no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

O voo TP 296, que descolou de Luanda por volta das 00h40 e aterrou cerca das 07h40, foi alvo de uma operação policial após queixas apresentadas por passageiros à tripulação da aeronave, dando conta do desaparecimento de dinheiro e bens pessoais das bagagens de mão enquanto dormiam durante a viagem.

Segundo relatos recolhidos junto de passageiros, pelo menos três indivíduos, de origem chinesa, terão aproveitado o período nocturno do voo para manusear pertences de outros viajantes, sobretudo na classe económica, retirando valores monetários. A actuação terá sido detectada por um passageiro, que alertou de imediato a tripulação.

Já em terra, os passageiros permaneceram cerca de uma hora no interior do Airbus A330-900neo da TAP, enquanto agentes da Divisão de Segurança Aeroportuária e Controlo Fronteiriço da PSP procediam às diligências no local.

Fonte oficial da PSP confirmou que duas passageiras apresentaram queixa formal, acusando um passageiro de lhes ter subtraído dinheiro e jóias.

O suspeito foi revistado, não tendo sido encontrados objectos ilícitos na sua posse. Ainda assim, três pessoas foram identificadas no âmbito da ocorrência.

A PSP elaborou o expediente do caso e deu conhecimento ao Ministério Público, que ficará responsável pela investigação. Até ao momento, não foi confirmada a detenção de qualquer suspeito.

A TAP confirmou apenas que as autoridades foram alertadas após a aterragem do voo, escusando-se a prestar mais detalhes sobre o incidente.

O episódio ocorre num contexto em que muitos passageiros provenientes de Angola transportam consigo quantias avultadas em numerário, devido às dificuldades existentes no país para a realização de transferências bancárias internacionais, circunstância que poderá ter contribuído para a ocorrência dos alegados furtos.

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