Quem vai sustentar as mordomias “ex-presidenciais” dos Bongo? – Santos Vilola
Quem vai sustentar as mordomias "ex-presidenciais" dos Bongo? - Santos Vilola
Ali bongo

Ali Bongo, filho adoptivo de Omar Bongo Ondimba, foi forçado a deixar o Gabão por razões políticas, ideológicas e, até, por perseguição, depois da queda do seu regime por golpe de Estado.

Depois de suceder o pai, Ali e a irmã Pascaline Bongo, ex-namorada de Bob Marley no tempo em que esta estrela do reggae andou por lá [admitiu ela num documentário sobre o músico], eram os intocáveis.

No Gabão dos Bongo, Pascaline era ministra das Relações Exteriores, e a mãe dela a presidente da Comissão Nacional Eleitoral que validou o seu polémico terceiro mandato presidencial inconstitucional.

Voluntária ou não, nada importa, Ali está em Angola, provavelmente exilado com a mulher, uma cidadã francesa e um filho, depois de ser expulso do Gabão após um golpe de Estado.

Tivesse ele escolhido voluntariamente o país para fugir do Gabão, Ali não pensaria em Angola para requerer asilo. Quando teve o AVC, foi às Arábias sem negociar com ninguém.

Hoje, as reacções à saída forçada dos Bongo do Gabão, num debate online promovido pela RFI, foram um misto de incredulidade, descrédito na justiça do Gabão, vergonha, culpa do “France-Afrique” e desabafos que mais pareciam direccionados para nós angolanos por termos acolhido o Ali: “Os lobos não se comem entre eles”, escreveu um internauta.

Uma questão de outro internauta suscitou outras questões: “Quem vai pagar as despesas do exílio da família Bongo enquanto estiver em Angola, num condomínio de luxo ou hotel, e quanto deve custar. É caro?”, pergunta.

Certo internauta revelou-se surpreendido com o exílio do ex-Presidente, uma vez que, segundo escreveu, ninguém no país parecia se importar com a sua prisão domiciliária, nem com a carcerária dos seus parentes.

“Uma vergonha! Exilem os meus olhos também!”, escreveu outro internauta.

Além dos Bongo, outros seus acólitos foram encarcerados, depois do golpe de Estado. A questão foi: “E os outros dirigentes também serão libertados e exilados?”

“Com África é sempre a mesma coisa, quando os europeus não precisam mais de um Presidente, acontece o mesmo”, escreve mais um internauta, que culpou o Ocidente pela “utilização” de líderes africanos para continuarem a “pilhar” recursos africanos.

Entre os incrédulos, um escreveu: “Você governa um país por dez anos e, depois, é você próprio que deixa o país!”. Fonte: Rádio France International (RFI)

PS: Se exílio se aolica a alguém que é forçado a sair do seu país, Ali Bongo pode ter juntado o útil ao necessário, o asilo, em busca de abrigo e de proteção em Angola.

Cedo ou tarde, serão os seus bens, bem ou mal adquiridos no estrangeiros os alvos de perseguições domésticas e internacionais.

Pelo menos, a mãe de Pascaline, a atinga presidente da CNE de lá, já tem processos em França, Bélgica, etc..

Étu, mus afrikanu, twa xiximéee!

*Jornalista

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