Queremos “matabicho” de 3 em 3 meses – Carlos Veiga
Queremos "matabicho" de 3 em 3 meses – Carlos Veiga
Carlos veiga

Por acaso, gostámos imenso da honra concedida aos jornalistas e fazedores de opinião de participarem do matabicho ou café com colóquio preparado pelo Secretariado do Bureau Político do MPLA na última sexta-feira, 31 de Maio de 2024.

Para esclarecer e enriquecer o contexto, seria pertinente referir que a expressão café com colóquio é da autoria do nosso antigo Reitor do Seminário, Padre Faustino Mbuillu. Esta expressão foi trazida para o contexto actual devido à influência que tivemos ao passar por aqueles caminhos até chegar a vergar a batina, como dizia o mencionado e velho Reitor.

Falando nisso, a primeira abordagem trazida à tona, poucos instantes após o início da fala do anfitrião, membro do BP do Comité Central do MPLA, Cda Esteves Hilário, foi baseada no bypass ao mediático Dr. Albino Pakisi.

Este foi a primeira pessoa que saudámos à nossa chegada, pois, como católicos, é comum nos reunirmos em tais circunstâncias para dizer “estamos aqui”, qualquer coisa é só olhar, o nosso Estado nos protege, circunscrevendo o Caminho que manifesta o carácter eterno da Igreja, na linha do que ensina o Pe. Josemaría Escrivá, fundador da Opus Dei.

Feitos os procedimentos, passámos a saudar, com todo afeto, aos demais companheiros, nomeadamente, a Ana Cristina, Mara Dalva, outras damas no local, recordadas pelo Cda Lino Sebastião e outros nomes da organização a quem, igualmente, nos dirigimos. Saudámos com boa praxe a todos.

Certo é que foi um bom, inteligente e prudente encontro protagonizado pelo cicerone, que esteve invulnerável, retirando, desde logo, o frémito dos “perguntadores” sem que com isso se quisesse inibir-lhes, pois não faltaram interessantes intervenções, como as de Alves Fernandes, Zé Rodrigues, Nildo Vidal, Chico Pedro e o deputado Salucombo.

O Dr. Celso e o jurista Tito Cambange, Paulo Gomes e Pandí Santana não falaram, dito de outro modo, não intervieram, o que significa outra “coisa“.

Certo é que, enquanto se pitava, a conversa rodou e rolou em torno de questões quentes da actualidade que gravitam em torno de quem governa, o MPLA, apesar de o Secretário para Informação tender “ab initio” dissecar, ética e filosoficamente, as coisas.

Falando nisso, o Dr. Albino Pakisi aproveitou, após o evento, para distribuir e vender o seu livro sobre a filosofia do Direito, uma obra de 492 páginas.

Outra certeza é que, e acaso mais certo é, depois, simpaticamente, adveio toda a ressonância do que fomos lá fazer na baixa de Luanda. O kota Higino Carneiro não percebeu, ou até terá entendido, julgando pela idade política, que o que pretendia fazer o jornalista da Kianda ao levantar o assunto sobre o aniversário de Bicesse, fosse cruzar com a alocução de Esteves Hilário, que, por acaso, esteve irrepreensível.

Mas para cruzar ainda mais, procurando descruzar, o grande Graça Campos escreveu o seu artigo, querendo, em outras palavras, dizer que “se eu estivesse lá, teria levantado isso”, retirando certo eufemismo apresentado, quem sabe, por quem, por disciplina, tenha sido tão cauteloso.

Apesar da abertura, autoridade e liberdade superiormente cedida, diga-se, estaria a acusar a merecida responsabilidade. E ser disciplinado nunca é demais, sobretudo quando se é jovem, sem que com isso se queira apelidar ou conotar.

Em relação aos mais velhos, resta-lhes sempre o tipo “nada mais tenho a perder, já vi e vivi tudo, e tudo mais é lucro”, adotando a dica de São Paulo Apóstolo.

*Jornalista e jurista

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