RDC: Arrancou o julgamento da alegada “tentativa de golpe de Estado”
RDC: Arrancou o julgamento da alegada "tentativa de golpe de Estado"
golpistas

Na República Democrática do Congo, quase três semanas depois do que as autoridades descreveram como “golpe de Estado cortado pela raiz”, os alegados autores deste ataque começaram a ser julgados, esta sexta-feira, em Kinshasa.

O julgamento arrancou ao final da manhã desta sexta-feira no tribunal militar de Kinshasa/Gombe, situado na prisão militar de Ndolo, na capital da RDC. No total, 53 pessoas são acusadas de terem participado no que as autoridades classificaram como “tentativa de golpe de Estado”.

São suspeitas da prática dos crimes seguintes: “atentado, terrorismo, posse ilegal de armas e de munições de guerra, tentativa de homicídio, associação criminosa, homicídio, financiamento do terrorismo”.

No final da noite de 19 de Maio, várias dezenas de pessoas atacaram a casa de um ministro, Vital Kamerhe – que, entretanto, se tornou no presidente do Parlamento – e depois investiram o Palácio da Nação, a sede da Presidência da República.

Alguns dos participantes filmaram-se a agitar a bandeira do Zaire, antigo nome da República Democrática do Congo no tempo de Mobutu, o ditador deposto em 1997, e a exigir a saída do actual chefe de Estado, Félix Tshisekedi, no poder desde 2019 e largamente reeleito em Dezembro.

Nessa noite, as forças de segurança detiveram cerca de 40 pessoas e quatro morreram, nomeadamente o líder Christian Malanga, congolês da diáspora que estava a viver nos Estados Unidos.

Está, ainda, em curso outra investigação sobre execuções sumárias supostamente cometidas por soldados após a operação.

Um porta-voz do exército falou em “tentativa de golpe de Estado cortada pela raiz”, enquanto o governo descreveu uma “tentativa de desestabilizar as instituições”.

Os apoiantes de Vital Kamerhe falaram em tentativa de assassínio alegando que foi a própria casa do ministro a ser atacada, antes do ataque ao palácio presidencial que à noite não tem ninguém. Por sua vez, alguns defensores dos direitos humanos questionam a “opacidade” em torno dos interrogatórios dos presumíveis golpistas.

No banco dos réus estão Marcel Malanga, filho de Christian Malanga, os americanos Benjamin Zalman Polun e Taylor Thomson e o belga Jean-Jacques Wondo, um especialista em questões militares que colaborava há vários meses com a agência nacional de informações.

in RFI

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