Refutação às acusações sobre camaradas de referência do nosso MPLA – Anastácio Luís
Refutação às acusações sobre camaradas de referência do nosso MPLA – Anastácio Luís
MPLA

Estou profundamente preocupado com um conjunto de informações que estão a circular, provenientes de anónimos que atacam figuras de referência do meu MPLA.

Além disso, há quem sugira que alguns desses escritos possam ter origem no círculo mais próximo do presidente do partido, o Cda João Lourenço, o que, em minha opinião, é ainda mais grave.

O caso mais recente foi publicado hoje no Joana Clementina, o que me levou a pronunciar-me. Em resposta às acusações que têm circulado em diversos círculos sobre os camaradas mencionados, é imperativo deixar claro que, como militante do partido, não sou da opinião de que exista algum tipo de conspiração contra o presidente João Lourenço por parte deles.

Os camaradas Dino Matross, Fernando da Piedade Dias dos Santos (Nandó) e Higino Carneiro, assim como eu e outros militantes, estamos, na verdade, preocupados com o futuro do MPLA e da nossa nação.

A reivindicação por uma nova liderança não é um acto de traição, mas sim uma chamada legítima para um novo enfoque que possa guiar o Partido e o país em direcção a um futuro mais próspero.

Caros camaradas, faltam apenas pouco mais 36 meses para o Presidente João Lourenço concluir o seu mandato. Passados mais de 8 anos na liderança do país e do partido, será incorreto avaliar a sua governação?

  • Os objectivos para os quais lhe confiamos a presidência foram alcançados?
  • Tem sabido conduzir os destinos do país e do Partido?
  • É errado colocar estas perguntas?
  • Ninguém pode questionar as adjudicações directas que adoptou atribuindo obras caras as mesmas empresas?
  • Ninguém pode discordar que o povo está a passar fome e miséria?

  • E sobre as acusações de que o presidente adquiriu um iate para a família, construiu a maior mansão na ilha do Mussulo e comprou um luxuoso avião, sem que até agora tenha havido um desmentido oficial. É errado perguntar sobre isso?

  • Não estamos no nosso direito?

É evidente que o estado actual do MPLA e a estagnação em que o Partido se encontra são consequências directas da gestão do presidente João Lourenço.

Ele assumiu a liderança com a promessa de manter o MPLA coeso e de transformar para melhor a realidade do país, mas, ao contrário das expectativas, não conseguiu trazer a mudança necessária.

Em vez de combater a corrupção de forma eficaz, constatamos um ambiente que, lamentavelmente, permitiu o fortalecimento de práticas corruptas e a instalação de novos “marimbondos” na governança.

Essa situação reflecte uma liderança que falhou em sua responsabilidade, deixando assim espaço para a insatisfação dentro do Partido e em toda a nação.

Por um lado, promovem-se reuniões às pressas entre os primeiros secretários do CAP e o Presidente para passar a ideia de que não há nenhum problema entre os militantes, que não há descontentamento e que todos estão satisfeitos com o presidente e a sua liderança.

Por outro lado, tenta-se insinuar que todos aqueles que apelam a eleições com múltiplas candidaturas dentro do MPLA ou que criticam a liderança estão envolvidos em conspirações para derrubar o Presidente.

Há alguém no partido ou fora dele que não perceba a insatisfação crescente entre militantes, amigos e simpatizantes, que anseiam por uma reestruturação da liderança, longe de interesses pessoais ou da própria influência do Presidente?

Essa demanda por mudança é uma expressão democrática e saudável, que deve ser respeitada e considerada.

As alegações sobre reuniões secretas ou conspirações são tentativas de desviar a atenção do verdadeiro problema: a incapacidade da liderança actual de enfrentar as questões prementes que afectam os nossos militantes e, por extensão, a população angolana.

Os camaradas mencionados têm o direito de expressar suas preocupações e visões para o futuro do MPLA, e é essencial que o diálogo interno prevaleça, em vez de acusações e medo.

A corrupção não é uma arma utilizada por camaradas como Dino Matross. É o próprio estado das coisas que se deteriorou sob uma liderança que deveria ter conduzido a nação com integridade.

A exploração de acusações infundadas, como as ligadas aos Generais Nandó e Higino, apenas serve para aumentar a divisão e não contribui para a construção de um MPLA mais forte. Pior ainda é o silêncio do presidente sobre este tema.

Não basta que o Presidente tenha a intenção de sugerir um jovem como líder do Partido; é necessário que o futuro presidente do partido seja a escolha de todos os militantes, sem excepção, e que os delegados ao congresso electivo decidam de forma livre, sem ameaças e nem pressão.

E para o bem de todos nós, o congresso extraordinário agendado para Dezembro seria a mais soberana oportunidade para o MPLA escolher o novo Líder, pois deixar a eleição do presidente para Dezembro de 2026 será um erro flagrantemente evidente por parte do camarada presidente João Lourenço e sua equipa, se é que realmente têm uma equipa.

Portanto, pedimos reflexão e abertura para o diálogo entre todos os membros do MPLA, sem rótulos ou desconfianças.

O narcisismo em promover rivalidades apenas enfraquece o Partido, enquanto a busca colectiva por soluções é o que realmente nos fortalecerá.

Os camaradas em questão estão empenhados em reerguer o MPLA e garantir que a voz do povo seja ouvida e respeitada, não em conspirar contra a sua liderança.

É tempo de focarmos na construção de um futuro que honra verdadeiramente nossos princípios e a luta pela justiça e progresso em Angola.

VIVA ANGOLA!
VIVA O MPLA!
VIVA A OMA!
VIVA A JMPLA!
VIVA A COESÃO INTERNA DO PARTIDO!
DE CABINDA AO CUNENE, UM SÓ POVO, UMA SÓ NAÇÃO!
A LUTA CONTINUA!
A VITÓRIA É CERTA!

*Anastácio Kapenha LuísMilitante do MPLA, CAP n.° 1706

Compartilhar:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
error: Conteúdo protegido