
O presidente do Atlético Petróleos de Luanda, Tomás Faria, declarou que o regresso do extremo Carlos Morais à equipa de basquetebol do Petro de Luanda está nas mãos do próprio atleta. A afirmação foi feita durante uma entrevista alusiva ao 45.º aniversário do clube, celebrado na última quarta-feira.
Segundo Tomás Faria, a decisão sobre a inclusão de Carlos Morais na equipa cabe exclusivamente à equipa técnica e ao departamento de scouting, e não à direção do clube. Apesar disso, o dirigente revelou que já houve um diálogo direto entre ele e o jogador.
“O Carlos Morais falou pessoalmente comigo e eu disse-lhe o que havia. Depois disso, tudo depende dele. Da nossa parte, nunca tomamos decisões para prejudicar os atletas”, afirmou o presidente.
As divergências entre o clube e Carlos Morais começaram no início da presente temporada, quando não foi possível chegar a um entendimento para a renovação do vínculo.
A situação agravou-se durante a chegada do técnico espanhol Sérgio Valdeolmillos, na fase final do último campeonato nacional. O jogador perdeu espaço na equipa, deixando de ser uma das principais opções no plantel e vendo a braçadeira de capitão ser entregue a Yanick Moreira.
Atualmente com 39 anos, Carlos Morais reside em Portugal desde o ano passado, onde treina de forma independente, sem ligação a qualquer clube. Recentemente, o atleta participou num jogo de exibição na cidade de Accra, Gana, a convite da Liga Africana de Basquetebol (BAL).
Apesar dos desafios, Tomás Faria reforçou que o clube está aberto ao regresso de Carlos Morais. “Enquanto gestor, espero sempre ter os melhores para conquistarmos as competições nacionais e internacionais. O treinador conta com o Carlos e sabe como utilizá-lo”, destacou o presidente, referindo ainda que, caso o atleta decida não voltar à quadra, há outras possibilidades dentro do clube.
“Ele tem espaço no Petro de Luanda, mesmo que não seja na atividade desportiva. Pode integrar outras áreas do clube, caso assim decida”, concluiu Tomás Faria.
Considerado um dos melhores jogadores do Petro nas últimas duas décadas, Carlos Morais também passou por equipas de renome, como o Recreativo do Libolo e o Benfica de Portugal. A decisão sobre o seu futuro no basquetebol angolano, no entanto, continua em aberto.