
Os restos mortais do vigário da Paróquia de São João, padre Vasco Ngonguela Samba, foram sepultados este sábado, no Cemitério Municipal do Huambo, situado no bairro São Pedro.
A cerimónia, marcada por forte comoção e expressões de repúdio pelas circunstâncias da sua morte, contou com a leitura de mensagens de condolências da família, da Arquidiocese do Huambo, do Governo Provincial e dos bispos da Congregação do Verbo Divino.
O arcebispo do Huambo, dom Zeferino Zeca Martins, presidiu às exéquias, dirigindo palavras de conforto e esperança aos presentes. Na homilia, recordou o sacerdote como um homem de fé, humilde e solidário, dedicado ao serviço pastoral e às causas humanas.
Fiéis, autoridades e membros do clero reuniram-se para prestar a última homenagem ao jovem padre, reconhecido pelo seu empenho na evangelização e no apoio à comunidade cristã.
O governador do Huambo, Pereira Alfredo, lamentou profundamente o passamento físico do sacerdote, descrevendo-o como exemplo de fé viva, humanidade e serviço ao próximo. “A sua partida deixa um vazio irreparável na vida da comunidade eclesial e de todos quantos partilharam com ele momentos de fé e esperança”, afirmou.
Em mensagem conjunta, os bispos da Congregação do Verbo Divino, reunidos em Roma, expressaram solidariedade à Arquidiocese do Huambo, à família e aos fiéis, rogando a Deus o descanso eterno para o sacerdote.
Breve biografia
O padre Vasco Ngonguela Samba, de 29 anos, foi ordenado diácono em 10 de setembro de 2023 e sacerdote a 18 de agosto de 2024, no Santuário de Nossa Senhora do Monte, município da Caála, província do Huambo.
Cumpriu estágio pastoral na Paróquia do Imaculado Coração de Maria, no bairro São João, onde permaneceu como vigário paroquial após a ordenação. Paralelamente, exercia funções na Secretaria-Geral da Cúria Arquidiocesana, coordenando a organização da Pastoral Arquidiocesana.
Com apenas 11 meses e 18 dias de vida sacerdotal, a Arquidiocese do Huambo destaca o seu elevado sentido de entrega e serviço à Igreja de Cristo.
O corpo do sacerdote foi encontrado submerso na albufeira do Cuando, uma semana após o seu desaparecimento no dia 31 de Julho. O Serviço de Investigação Criminal (SIC) apontou o próprio pai como principal suspeito do crime, que envolveu sequestro, tortura e homicídio.