
As empresas de segurança privada passam, a partir de Abril, a pagar 50 mil kwanzas como salário mínimo a cada vigilante. A garantia foi dada, ontem, pelo presidente da Liga Nacional das Empresas de Segurança Privada e Sistema de Auto-Protecção (LNESSAP), Sebastião Dala.
Num encontro com os gestores das empresas, Sebastião Dala disse que a medida visa minimizar as dificuldades financeiras enfrentadas pelos vigilantes ao longo dos anos.
O presidente da LNESSAP lembrou que, anteriormente, os operativos recebiam entre 25 e 30 mil kwanzas.
O encontro abordou, também, questões como a retirada das armas de guerra do sector, a fiscalização dos contratos e horários de trabalho, além da importância da saúde mental dos trabalhadores.
Sobre as denúncias de maus-tratos sofridos pelos vigilantes durante o expediente, Sebastião Dala garantiu que haverá maior fiscalização nas empresas para assegurar melhores condições de trabalho e “dignidade aos trabalhadores”.
Segundo o responsável, a recolha coerciva das armas de guerra contribuirá para melhorar a regulamentação das empresas privadas de segurança, alertando que as que não cumprirem os requisitos estabelecidos pela LNESSAP e pela lei vigente, estarão sujeitas a penalizações.
“O Ministério do Interior, que nos fiscaliza, será informado sobre as empresas infractoras, para que sejam tomadas as devidas medidas”, ressaltou.
in JA