Sede da Comissão de Carteira e Ética assaltada pela segunda vez – Dados pessoais dos jornalistas nas mãos dos marginais
Sede da Comissão de Carteira e Ética assaltada pela segunda vez – Dados pessoais dos jornalistas nas mãos dos marginais
CCE

A sede da Comissão de Carteira e Ética (CCE), entidade responsável pela acreditação dos profissionais da comunicação social em Angola, foi estranhamente assaltada na madrugada desta segunda-feira, sem sinais de arrombamento. Está é a segunda vez que a instituição é assaltada. A primeira vez ocorreu em Maio de 2024.

Os criminosos, segundo o Novo Jornal, levaram a central de dados do órgão, colocando em risco informações pessoais e profissionais dos jornalistas do país.

A direcção da CCE acredita que se trata de um assalto direccionado, uma vez que outros bens de valor, como televisores, computadores e equipamentos eletrónicos, permaneceram intocados. Além da base de dados, os assaltantes levaram mais de 40 mil kwanzas, escondidos dentro de um processo.

O crime ocorreu na sala da presidente da CCE, onde a base central de dados estava armazenada. Apesar disso, toda a documentação física da instituição foi deixada intacta, o que aumentou a perplexidade dos funcionários. O caso já foi formalmente denunciado à Polícia Nacional, junto ao comando municipal do Rangel.

Luísa Rogério, presidente da CCE, considera o ocorrido extremamente grave e apelou a uma investigação urgente. “Levaram o coração da CCE, que contém informações sensíveis de todos os jornalistas do país. A segurança dos profissionais da comunicação social está em risco”, alertou.

Fontes da comissão indicaram que a entidade tem estado a tratar de processos de jornalistas de grande notoriedade, incluindo casos de relevância a nível da Presidência da República.

Este é o segundo assalto à CCE com características semelhantes. Em Maio de 2024, a instituição foi alvo de um roubo em que apenas um computador e uma máquina fotográfica foram subtraídos, sem que as investigações policiais tivessem resultado em qualquer esclarecimento.

O incidente levanta preocupações no setor, sobretudo porque, em 2022, a sede do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) foi assaltada duas vezes.

Na época, várias residências de jornalistas também foram invadidas, resultando no roubo de computadores e documentos pessoais. A gravidade da situação levou o SJA a convocar uma marcha de protesto nas ruas de Luanda.

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