SIC detém cidadão maliano por tentativa de obtenção fraudulenta de visto americano com documentos angolanos
SIC detém cidadão maliano por tentativa de obtenção fraudulenta de visto americano com documentos angolanos
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O Serviço de Investigação Criminal (SIC), através da sua Direcção Nacional de Combate aos Crimes Organizados, em coordenação com a Embaixada dos Estados Unidos da América em Angola, deteve esta quarta-feira um cidadão de nacionalidade maliana, de 33 anos, suspeito de tentativa de obtenção fraudulenta de visto americano, com recurso a documentos angolanos obtidos de forma ilícita.

Segundo o porta-voz do SIC-Geral, superintendente-chefe Manuel Halaiwa, a detenção resultou de uma denúncia e ocorreu após uma operação de vigilância no bairro Mártires, em Luanda, onde o cidadão, identificado como comerciante local, operava com dupla identidade.

Segundo a investigação, o suspeito obteve indevidamente bilhete de identidade e passaporte angolanos, com os quais procurou, numa primeira tentativa, obter um visto para os Estados Unidos.

Após o insucesso, apresentou-se novamente junto das autoridades consulares americanas, agora com documentação autêntica do Mali. Contudo, a interligação entre os sistemas de controlo migratório e consular permitiu detectar a duplicidade de identidades e proceder à sua detenção.

O SIC revelou as duas identidades utilizadas pelo indivíduo:

  • Identidade maliana autêntica: Sinaly Sanogo, nascido a 26 de Setembro de 1992, na cidade de Nioro Kayes, Mali.
  • Identidade angolana falsa: Miguel Matias Dicko, nascido a 26 de Junho de 1996, em Luanda.

Com a documentação angolana, o arguido terá constituído uma empresa e aberto contas bancárias em várias instituições financeiras nacionais. Simultaneamente, operava com o seu nome verdadeiro enquanto cidadão maliano, mantendo contas paralelas e realizando movimentações financeiras suspeitas.

Estes elementos levaram o SIC a abrir uma investigação por suspeitas de branqueamento de capitais, estando agora a ser analisada a origem dos fundos e a eventual existência de redes de apoio institucional ou empresarial.

O Superintendente Halaiwa destacou que, embora os documentos usados sejam autênticos do ponto de vista formal, foram emitidos com base em dados fraudulentos, o que levanta a hipótese do envolvimento de funcionários públicos ou terceiros no processo de emissão.

O detido será presente ao Ministério Público para os devidos trâmites legais, enquanto prosseguem as diligências investigativas.

O SIC aproveitou para apelar à população, incentivando a colaboração por meio de denúncias, especialmente em casos envolvendo falsificação ou uso fraudulento de documentos oficiais angolanos.

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