
O Serviço de Investigação Criminal (SIC) de Luanda, através da sua Direcção Municipal de Viana, em coordenação com o Departamento Provincial dos Crimes Económicos e Contra a Saúde Pública, deteve sete cidadãos, incluindo dois de nacionalidade indiana, com idades entre 22 e 48 anos, por associação criminosa e adulteração de substâncias alimentares.
A operação, realizada após uma denúncia anónima, ocorreu às 17h do dia 3 de Fevereiro, no interior da empresa Ezona Comércio Lda., localizada no bairro Jacinto Chipa, município de Viana.
No local, os efectivos flagraram os implicados na posse de 2.175 sacos de arroz da marca “Ginny”, de 25kg cada, em mau estado de conservação, infestados por gorgulhos e, portanto, impróprios para consumo humano.
O Imparcial Press sabe que os “malandros” foram apanhados a expor o arroz deteriorado ao solo para secagem, eliminando os gorgulhos, limpando o produto e reembalando-o em novos sacos de 25kg.
Para ocultar a deterioração, alteravam a data de validade de 2026 para 2027 e coziam novamente os sacos utilizando uma máquina de costura industrial, transfigurando o produto como seguro para consumo.
Após essa manipulação fraudulenta, o arroz seria comercializado ao consumidor final pelo valor de 20.000 kwanzas por saco, representando um grave risco à saúde pública.
Os cinco suspeitos de nacionalidade angolana, subcontratados para o esquema, recebiam 100 kwanzas por cada saco de arroz embalado.
Nos termos dos artigos 223.º e 225.º do Código de Processo Penal, os 2.175 sacos de arroz foram apreendidos, e os detidos foram encaminhados ao Ministério Público para as devidas diligências processuais.
O SIC Luanda alerta a sociedade, especialmente os empresários do sector alimentar, a agir com responsabilidade e transparência, lembrando que a proteção da saúde pública é um dever coletivo.