
A tese que mais, intrinsecamente, se aclara é a de natureza jurídico-urbanística, que consiste no ganho ligado à infraestruturação colocada na zona que abrange uma faixa do Icolo e Bengo, Cacuaco e Viana.
Pode até parecer uma ideia eivada de transfundo político, mas que, na realidade, apaixona a classe política, sendo, no entanto, um facto que, diga-se em abono da verdade, se coaduna com a realidade dos factos.
E, na verdade, contra factos não há argumentos. Ao que se adjudicam outros fatores com base no argumento político, sociológico, demográfico e antropológico-cultural, sendo este, fundamentalmente, denso de analisar-se com elevado teor.
Para antropologistas do setor cultural, as gentes e polifeus do Icolo e Bengo veem com bons olhos a ideia, a julgar pelo polo de desenvolvimento existencial a ocorrer localmente e que poderá se distender à escala nacional, até porque com a construção do Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto na zona, nada melhor que testificar e aceder a isso.
E é aqui que reside o busílis da questão, pelo que, no caso, seria aceitável ou, cada vez mais, aceita a ideia da divisão com fito de preencher as tarefas que irão atender a todo um caderno de encargos que irá configurar em face de todo um ordenamento do território.
Certo é que a teoria de que Luanda será de menor densidade populacional não colhe e poderá ser engolida pela teoria ou argumento demográfico; Luanda tem muita gente, podendo distribuir-se e desenvolver-se mais na faixa supra-citada.
Os demais itens acicatados podem ser rebatidos.
Dixit
*Antigo seminarista, filósofo, jornalista e jurista