Sonangol paga salários a 2 mil funcionários que não trabalham
Sonangol paga salários a 2 mil funcionários que não trabalham
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O presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Sebastião Pai Querido, revelou esta terça-feira, em Luanda, que a petrolífera estatal mantém actualmente cerca de 2 mil funcionários na sua folha salarial sem exercício de qualquer actividade laboral.

Durante uma conferência de imprensa realizada no âmbito das comemorações dos 49 anos da empresa, o gestor explicou que a administração da Sonangol está a desenvolver um plano estratégico para integrar estes trabalhadores em funções produtivas, garantindo um melhor aproveitamento dos recursos humanos.

No entanto, Pai Querido descartou a possibilidade de dispensar os funcionários excedentários, alertando para os riscos sociais e financeiros que essa medida poderia gerar.

“Não podemos simplesmente colocar estas pessoas no desemprego, pois isso teria impactos que vão além do âmbito financeiro”, sublinhou o PCA da Sonangol.

Como alternativa, a petrolífera tem vindo a absorver novos talentos através do estatuto de estagiários, sem que sejam imediatamente integrados como funcionários efetivos.

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, também se pronunciou sobre o tema, manifestando preocupação com o excesso de pessoal e a necessidade de tornar a Sonangol mais eficiente e produtiva.

“O número elevado de trabalhadores sem funções definidas, a existência de ativos e passivos que não servem à empresa, bem como a necessidade de aumentar a produção de petróleo, são questões que me preocupam profundamente”, declarou o governante.

Diamantino Azevedo defendeu ainda a necessidade de requalificar e formar os funcionários excedentários, permitindo a sua recolocação em áreas estratégicas, incluindo segmentos fora do setor petrolífero. Além disso, reforçou o objectivo de ampliar a capacidade produtiva da Sonangol e diversificar as suas atividades económicas.

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