
Um engenheiro de telecomunicações de nome Eric Dario de Palma Martins, revelou, na última quarta-feira, ao Imparcial Press que a Sonangol, empresa estatal do ramo petrolífero, responsável pela administração e exploração do petróleo e gás natural em Angola, está ser, mais uma vez, alvo de um ataque cibernético desde o passado dia 12 do corrente mês.
A petrolífera angolana foi mencionada numa plataforma da “Dark Web Monitoring (SOS Intelligence)” no dia 12 de Junho, e está a ser alvo de um “Ransomware” na qual os hackers encriptaram mais de 200 giga de informação.
Segundo o engenheiro, até a presente data, a Sonangol ainda não se pronunciou sobre a situação que é verídica. “Quem vê parece um mero comentário ou dado estatístico, mas quem percebe da dimensão presentemente irá entender o porquê devemos envidar esforços para fortalecer o nosso ciberespaço, pois as instituições do Estado em Angola gerem recursos e activos financeiros significativos onde um sistema de computador seguro é vital para proteger esses fundos contra acesso não-autorizado, fraude ou roubo”, disse Eric Martins ao Imparcial Press.
O denunciante explica que Angola, como qualquer outro país, enfrenta o risco de corrupção e actividades fraudulentas dentro das suas instituições estatais, implementando controles de acesso rígidos, trilhas de auditoria e criptografia de dados pode minimizar a oportunidade de autores internos e externos se envolverem em actividades ilícitas para preservar a confiança pública.
“Ao implementar medidas robustas de segurança cibernética, essas instituições demonstram ser compromisso com a protecção de activos públicos, informações confidenciais e garantia do uso responsável dos recursos públicos”, sublinhou, continuando que “temos um trabalho grande a fazer quanto a ataques provenientes de engenharia social, pois temos muitas brechas”.
Eric Martins – que também é membro fundador da “Associação Vida & Luz” – alerta que é preciso fazer face a esses crimes que se chama “cyber security insurance”, recomendando a quem de direito a fazer um seguro cibernético.

“O seguro cibernético (também cobertura de seguro de responsabilidade cibernética ou seguro de risco cibernético) é um tipo de apólice que ajuda as organizações a cobrir danos financeiros relacionados a ataques cibernéticos ou violações de dados”, explicou, acrescentando que este seguro é especialmente importante, uma vez que continua a crescer a onda de ataques a violação de dados.
Por fim, o engenheiro de telecomunicações aconselha as entidades financeiras públicas, em Angola, a investirem mais na segurança cibernética devido à necessidade de proteger activos financeiros e manter a confiança pública e se prevenir de interrupções.
“Ao abordar os riscos de segurança cibernética de forma pró-activa, essas entidades podem aumentar a segurança e a resiliência de suas operações, protegendo a si mesmas e ao público a quem atendem”, concluiu.