SPCB precisa de mais 16 mil efectivos para responder às exigências operacionais
SPCB precisa de mais 16 mil efectivos para responder às exigências operacionais
bombeiros

O Serviço de Proteção Civil e Bombeiros (SPCB) necessita de reforçar o seu efectivo em cerca de 16 mil profissionais em todo o país para responder de forma eficaz às exigências operacionais, revelou o comandante nacional da corporação, comissário-bombeiro principal Bravo Pereira Mendes.

Em declarações à imprensa esta quinta-feira, no Lubango, província da Huíla, à margem do encerramento de um curso de prevenção e extinção de incêndios concluído na quarta-feira, o responsável explicou que o SPCB conta actualmente com cerca de 16 mil efectivos, número que considera insuficiente face às necessidades nacionais.

Segundo Bravo Pereira Mendes, o défice de recursos humanos faz-se sentir em praticamente todas as províncias, com excepção de Luanda, o que condiciona a capacidade de resposta das equipas nas missões diárias de salvamento e socorro.

Entre os principais constrangimentos do sector, o comandante nacional apontou igualmente limitações ao nível dos meios técnicos, do aquartelamento e das infra-estruturas.

Perante este cenário, disse, a estratégia tem passado pela recuperação e manutenção do equipamento disponível, enquanto decorrem esforços para a mobilização de recursos destinados à aquisição de novos meios e à construção de quartéis.

A formação contínua dos efectivos constitui, segundo o responsável, a principal prioridade do SPCB, com vista ao reforço do chamado “espírito bombeirista”, centrado na salvaguarda da vida humana e na protecção do património público.

Relativamente à província da Huíla, Bravo Pereira Mendes sublinhou que o foco tem sido o reforço das capacidades de resgate e salvamento em zonas de risco elevado, como a Serra da Leba, Cristo Rei e a Tundavala, tendo em conta o aumento da prática de desportos radicais na região.

Sobre a eventual criação de um centro regional de formação de bombeiros na Huíla, o comandante esclareceu que o projecto se encontra ainda em fase de concepção, estando em curso contactos para a identificação de um espaço adequado e a mobilização de parceiros financeiros.

O responsável encontra-se há dois dias na província da Huíla, onde procedeu ao encerramento do curso de prevenção e extinção de incêndios, que classificou como um projecto-piloto de formação descentralizada, fora de Luanda, ministrado por quadros e instrutores nacionais.

A acção formativa enquadra-se nas prioridades do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN 2023-2027), orientado para o reforço institucional e técnico dos órgãos de protecção e socorro às populações.

O curso decorreu de 6 de Janeiro até à presente data e contou com 88 formandos. Do total, 67 frequentaram o módulo de prevenção, que abordou matérias como segurança contra incêndios em indústrias e armazéns, sistemas de prevenção, segurança nos elementos construtivos, profilaxia de incêndios em instalações eléctricas, análise de riscos e organização do trabalho de segurança contra incêndios.

Os restantes 21 participantes integraram o curso de especialistas em extinção de incêndios, que incluiu disciplinas como física e química da combustão, princípios de funcionamento de bombas contra incêndios, investigação de riscos, métodos de combate, organização das operações de extinção e manuseamento de matérias perigosas.

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