Suposta irmã do general Furtado desafia as autoridades
Suposta irmã do general Furtado desafia as autoridades
Teodora furtado

Uma suposta irmã do ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, que responde pelo nome de Teodora Pereira Furtado, tem estado a desafiar arrogantemente as autoridades angolanas num caso que tem a ver com a construção de uma obra não autorizada pela Administração Municipal de Luanda.

O caso, segundo apurou o Imparcial Press, remonta desde o ano 2022, quando um dos seus vizinhos a denunciou pelo facto de estar a construir – em plena crise económica que assola o país – de uma forma que limita a privacidade dos demais e coloca em perigo as estruturas superiores do prédio urbano.

Conforme as informações, Teodora Pereira Furtado – funcionária da TAAG – Linhas Aéreas de Angola – terá comprado, em 2022, uma residência (rés-chão) localizada na casa n.º 37, rua António Saldanha, arredores do Largo da Ingombota, e decidiu remodelá-la ao seu gosto, solicitando uma licença, na altura, para efeito junto à Administração Municipal de Luanda, sob o cunho do seu sobrinho, Paulo da Silva Furtado, actual administrador do Distrito Urbano da Ingombota.

Não se sabe ao certo se a mesma cumpriu com todos requisitos legais, mas a verdade é que a Administração Municipal de Luanda lhe passou, em tempo recorde, uma licença para efectuar a remodelação que se pretende.

O Imparcial Press sabe que a Licença concedida autoriza apenas a Teodora Furtado “a demolir e vedar o espaço” e, posteriormente, construir um piso, onde não haveria alteração da cércea (placa) do referido edifício, como consta no parecer técnico do processo que deu lugar a licença.

Mas, no terreno – na ânsia de dar show e aparecer, como se diz na gíria angolana –, Toya, Rita ou, se preferir, Tininha, com também é tratada pelos mais próximos, decidiu fazer tudo no avesso, evidenciando a intenção de erguer mais um piso para além do autorizado, impedindo assim os seus vizinhos de desfrutar de raios solares e respirar o ar (puro) que vem do Atlântico.

No terreno, o Imparcial Press constatou ainda que a referida obra imposta naquele prédio urbano, além de acabar com a privacidade dos seus vizinhos, viola as normas sobre abertura de janelas, portas, terraços, varandas e outras obras semelhantes.

Diante desta triste situação, conforme a fonte do Imparcial Press, os lesados não tiveram outra opção senão recorrer junto ao Governo da Província de Luanda – este abaixou as ordens para a Administração Municipal de Luanda – para travar a tamanha loucura da suposta irmã do general Francisco Pereira Furtado, que nega obedecer as orientações baixadas pelas autoridades competentes.

Após umas visitas de constatação, os técnicos da Administração Municipal de Luanda deram razão aos queixosos. “Na base das visitas de constatação podemos aferir a intenção da construção de mais um piso na parte traseira em que a estrutura adoçou a casa dos reclamantes”, lê-se no parecer técnico enviado a Teodora Furtado, a que o Imparcial Press teve acesso.

No documento, assinado por Mário Gonçalves, director municipal de Gestão Urbanística e Cadastro de Luanda, conclui que “na base dos factos acima exposto, deve a senhora Teodora Pereira Furtado fazer a remoção dos materiais, sob pena de ser aplicada uma coima (multa) contra ordenação cometida.”

Mas de lá para cá, a suposta irmã do general Francisco Pereira Furtado, ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, não recua das suas pretensões e terá proferido ameaças contra as autoridades locais e os vizinhos queixosos: “Vocês sabem quem eu sou? Vou vós levar longe”.

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