
Trabalhadores da empresa de segurança privada Hora Exacta, em Luanda, manifestaram descontentamento face a alegadas irregularidades laborais, incluindo atraso prolongado no pagamento de salários e ausência de direitos sociais básicos, segundo informações enviadas à redacção do Imparcial Press.
De acordo com os relatos, os funcionários prestam serviços de segurança e vigilância em diversas instituições públicas e privadas, com destaque para unidades do sector da Saúde, Ministério de Administração do Território, restaurantes, condomínios, residências e património do Estado.
Os trabalhadores afirmam auferir um salário mensal de cerca de 30 mil kwanzas, sem direito a alimentação adequada, férias, segurança social ou contrato formal de trabalho.
Referem ainda que, quando fornecida, a alimentação é considerada insuficiente e sem condições dignas.
A situação é agravada, segundo os denunciantes, pelo facto de os trabalhadores se encontrarem há cinco meses sem receber salários, não tendo igualmente beneficiado do subsídio de Natal, o que, dizem, compromete seriamente as suas condições de vida e dignidade profissional.
Os funcionários alegam que a gestão da empresa beneficia essencialmente o sector administrativo, enquanto o pessoal operacional enfrenta dificuldades financeiras e falta de garantias laborais.
Informações avançadas indicam que o proprietário da empresa, identificado por Francisco Calembe, encontra-se actualmente fora do país, concretamente na África do Sul, estando a gestão corrente a cargo de um responsável identificado por Daniel.
Os trabalhadores apelam à intervenção das autoridades competentes, nomeadamente os órgãos de fiscalização laboral e segurança social, para averiguar a situação da empresa e assegurar o cumprimento da legislação vigente, bem como a reposição dos direitos dos funcionários.
O Imparcial Press tentou, sem sucesso até ao momento, obter um pronunciamento da direcção da empresa sobre as alegações.