
No mundo laboral, é possível observar distintos perfis de trabalhadores, que se diferenciam pelo seu comprometimento, produtividade e visão.
De forma didática, podemos classificá-los em três categorias: o trabalhador medíocre, o ordinário e o extraordinário.
O Trabalhador Medíocre
É aquele que faz apenas o mínimo necessário para evitar sanções. Segundo Chiavenato (2004), este perfil demonstra baixa motivação intrínseca e apresenta fraca capacidade de iniciativa.
Limita-se a seguir ordens, sem questionar ou procurar melhorias. Não contribui para a inovação e não assume responsabilidades além das impostas. É o tipo de colaborador que resiste a mudanças e prefere a estagnação à evolução.
O Trabalhador Ordinário
Cumpre a sua função de forma aceitável. Faz o que lhe é pedido, com algum grau de competência, mas sem brilho. Para Heller (1992), este trabalhador cumpre com o contrato de trabalho formal, mas raramente excede expectativas.
Não é negativo, mas também não se destaca. Representa a média, a regularidade – é previsível, estável, mas não inspirador.
O Trabalhador Extraordinário
É proativo, comprometido e inovador. Vai além do contrato formal e actua com paixão, ética e excelência. É o tipo de colaborador que contribui para o crescimento da organização e inspira os demais.
Como refere Drucker (1999), o extraordinário não espera ordens: antecipa soluções e procura resultados com base em valores sólidos. Aprende constantemente, busca o aperfeiçoamento e transforma o ambiente em que está inserido.
Conclusão
A distinção entre os tipos de trabalhadores não está apenas na capacidade técnica, mas sobretudo na atitude, no espírito de entrega e na visão de futuro.
As empresas e instituições modernas devem valorizar e investir nos perfis extraordinários, pois são estes que impulsionam a inovação, fortalecem a cultura organizacional e contribuem decisivamente para o desenvolvimento económico e social.
*Advogado