Tribunal de Menongue com carência de juízes
Tribunal de Menongue com carência de juízes
Tribunal da Comarca de Menongue

Pelo menos cinco magistrados Judiciais são necessários no Tribunal da Comarca de Menongue, província do Cuando Cubango, para se imprimir a celeridade exigida na tramitação de processos, informou o juiz presidente do órgão, Jones Paulo.

Actualmente, o Tribunal de Comarca de Menongue conta apenas com oito juízes, sendo ligado às questões de Família, dois do Cível e Administrativo e cinco nas questões Criminais, um cifra insuficiente para responder às necessidades actuais.

O magistrado, que falava, esta quinta-feira, 01 de Fevereiro, à imprensa, disse que o Tribunal da Comarca de Menongue remeteu ao Conselho Superior da Magistratura Judicial as necessidades locais para o efeito, pois os cinco novos magistrados judiciais serão suficientes para atender a demanda.

O magistrado informou que o Cuando Cubango funciona apenas com um e único Tribunal de Comarca, que trata todos os processos dos nove municípios, apesar de em 2022 terem sido criados outros três nos municípios do Cuito Cuanavale, Cuangar e de Mavinga.

Justificou que os do Cuangar e de Mavinga não funcionam em função da falta de condições de acessibilidade por estrada, o que facilitaria o adequado trabalho dos magistrados, cujas competências transcendem as do Tribunal de Menongue.

“Caso haja viabilidade da reabilitação das estradas que dão acesso ao Cuangar e Mavinga, os serviços do Tribunal e outros serão implementados, visando a aproximação dos serviços de justiça à população”, augurou.

Jones Paulo considerou que 2023 foi um ano positivo pelo facto de o Tribunal da Comarca de Menongue ter tramitado 614 processos-crime, com a interrogação de 932 arguidos, cujos julgamentos estão mais céleres.

Sem apresentar dados comparativos, informou que no período em referência, foram submetidos à apreciação do Tribunal da Comarca de Menongue, dois mil 781 processos-crime do fórum criminal, familiar e do civil e administrativo, que resultaram em mil e 64 julgamentos, enquanto outros mil 717 estão em curso.

Indicou os crimes de furtos, roubos, ofensas graves à integridade física e a violação de menores, como sendo os mais frequentes.

Em relação ao combate à corrupção, informou que o Turbinal recebeu três processos de “pequena corrupção”, que mereceram o seu necessário tratamento, cujos gestores públicos acusados foram condenados com penas convertidas em multas.

Sobre branqueamento de capitais, adiantou que o Tribunal tem um processo em andamento, para além de estar em curso o levantamento necessário nos cartórios, para aferir a existência de outros da mesma natureza ou subjacentes, no sentido de merecerem prioridade de tratamento, antes da abertura do Ano Judicial.

O magistrado Judicial enalteceu o trabalho dos juízes de garantias na celeridade processual, desde a sua entrada em funcionamento, em Maio de 2023, apesar de serem apenas dois.

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