Tropa polivalente ao serviço de Abel – Graça Campos
Tropa polivalente ao serviço de Abel - Graça Campos
Abel chivu

As redes sociais deram o direito à palavra a legiões de imbecis que, antes, só falavam nos bares, após um copo de vinho, sem causar qualquer dano à colectividade.” – Umberto, escritor, filósofo, semiólogo, linguista e bibliófilo italiano (1932-2016)

As redes sociais não apenas dão palco a imbecis, cuja passagem terrena teria passado completamente despercebida, como “inoculou” em muitos deles a ilusão de que são cultos e que podem falar sobre tudo.

É o caso do instituto do contraditório, que muitos imbecis invocam a torto e a direito.

A soldadesca que oferece o peito às balas por Abel Chivukuvuku cobriu o último programa “Conversas Essenciais” de toda a sorte de rótulos, entre os quais o de ser pró-UNITA, pelo facto de não ter convidado nenhum representante do PRA-JA para, presume-se, defender quer a deliberação do congresso quanto as declarações de Chivukuvuku no encerramento do evento.

Os indivíduos, que se presumem também jornalistas, entendem que analisar e comentar – como foi feito sábado – a deliberação do congresso e as declarações públicas de Chivukuvuku careciam da participação de um representante do PRA-JA.

Essa tropa de choque não percebe que, em jornalismo, contraditório significa confronto de ideias. Os juristas designam esse exercício como acareação.

Até prova em contrário, o PRA-JA mantém o teor da sua deliberação sobre a FPU. Outrossim, Abel Chivukuvuku não alterou uma vírgula às declarações que fez no encerramento do congresso.

Públicos e oficiais, os pronuciamentos do PRA-JA e do seu líder não carecem de qualquer contraditório. O afã de afirmar Abel Chivukuvuku como pêndulo da política partidária angolana está a levar à uma acelerada formação de soldados que se julgam aptos a debitar opiniões em tudo e sobre tudo.

*Jornalista

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