
O novo contexto de trabalho para os próximos anos deve trazer aos membros do executivo e aos principais gestores da coisa pública, uma série de desafios que exigem a quebra de paradigmas de gestão, resultando na entrega ao trabalho árduo, comunicar mais e valorizar o capital humano, tendo como foco principal a procura por profissionais, cujos valores pessoais estejam alinhados aos da organização.
O reflexo desse modelo tende a ser a crescente adequação de funcionários altamente comprometidos com uma visão integrada, com o todo, capaz de contribuir na união de esforços para a conquista dessas vantagens competitivas com vista à resolução dos problemas do povo.
O tempo exige mais trabalho e melhor comunicação aos membros do Executivo, em funções, informando-os que o lema deste mandato é “trabalhar mais e comunicar melhor”.
O Presidente da República lembrou aos ministros, na maioria reconduzidos em 2022, necessidade de se ser mais humilde no exercício das funções, sublinhando que ninguém nasce sabendo tudo, apesar da formação académica que possa ter. Precisamos de ser humildes, em primeiro lugar, e reconhecer que não sabemos tudo. Aprende-se fazendo, cometendo erros. Desde que não sejam graves.
Os tempos mudaram e a relação com o povo também. Vive-se uma época muito rica em termos de informação, na qual quem tem acesso a mesma, tem mais poder e pode destruir com fake news o trabalho bem feito.
Frente a essas transformações, a comunicação tornou-se um activo fundamental na gestão como parte integrante dos propósitos para atingir resultados e adquiriu importância estratégica.
Os desafios da competitividade global exigem das organizações do século XXI mais preparação para atender os clientes de diferentes perfis e a forma de actuação do executivo (2024-2027 )deve ser junto das nossas populações para ouvir e viver o problema com foco na resolução, pois não basta ter uma equipa talentosa, altamente motivada, se esta não estiver bem alinhada com os objectivos definidos para este mandato, se não se sentirem informados sobre o que ocorre na sua localidade e se seus auxiliares não comunicarem adequadamente.
Daí a importância da comunicação, função responsável pela interação efectiva entre os integrantes de uma organização. O foco é alinhar e sincronizar as ferramentas de apoio, com as estratégias organizacionais conquistando a população com a resolução dos problemas sociais e económicos.
Comunicar quer dizer associar, estabelecer comunicação entre; ligar, unir, compartilhar, tornar comum. Sempre que se vai comunicar algo a alguém (Província, Município, Distrito), é de suma importância que se defina o tema da conversa e o resultado que se quer obter, pois, existe grande diferença entre comunicar e informar.
Informar é apenas transmitir a informação, sem saber se o receptor recebeu de forma correcta e se ele entendeu. Já, comunicar é o processo de troca de informações, é estabelecer um diálogo entre duas ou mais pessoas. Garantir que o receptor, além de receber e entender a mensagem, responda.
Neste período 2024-2027, para o cumprimento das metas do PDN. os membros do executivo precisam de estar mais próximo do cidadão e dos parceiros sociais, trabalhando mais.
É impossível adivinhar os processos futuros 2025 até 2027, mas trabalhando juntos é possível. No primeiro mandato (2017-2022), muito foi feito, apesar da Covid-19.
É necessário interagir com grupos de mulheres e jovens nos vários níveis ministerial, provincial, municipal e ouvir suas preocupações, discutindo a visão para o país. Sobre como eles vêem seu futuro no local de trabalho e na sociedade e compartilhar pensamentos sobre as políticas que podem ajudá-los a adaptar-se melhor à natureza mutável do trabalho.
Perguntas como estás: “qual será o meu futuro, onde vou me encaixar na sociedade?
Que bem-farei se e quando ingressar no mercado de trabalho ou quando iniciar minha empresa?”.
Embora estás preocupações variam de lugar (ex: Luanda ou Cunene), mas no final todos somos angolanos e depositamos a confiança neste mandato 2022-2027.
Muitos jovens angolanos hoje estão a olhar para o futuro e tentando assumir o controlo desse futuro, não esperar para serem contratados no serviço público ou esperar para serem empregados na força de trabalho de grandes corporações.
Eles vêem-se como tendo a capacidade de criar algo por conta própria e criar seus próprios empregos. Nesta situação as instituições do estado devem apoiar estes jovens com acesso ao crédito e formação para manter os seus próprios negócios.
Os jovens têm duas vezes mais chances de estarem desempregados do que a população em geral. Os responsáveis têm a responsabilidade de abrir espaço e criar pontes para os jovens trabalhar e contribuirem na sua localidade com os programas já criados no período 2017-2022 e ajustá-los com a nova realidade e desafios até 2027, sem esquecer o PDN.
O auto-emprego para os jovens pode ser muito bem-sucedido porque combina com seu apetite por criar as condições de seu trabalho, sua remuneração e sua contribuição para a vida económica.
Para mães jovens, isso pode significar mais creches e outros benefícios de maternidade. Aos jovens, mais formação profissional e tecnológica, ou oportunidades de empreendedorismo. (Ex: Programas para os jovens e as mulheres etc.)
Hoje os jovens estão dispostos a servir em locais de trabalho tradicionais onde existe incentivo, mas também estão prontos para se defender como historicamente os jovens tiveram que fazer e se equipar com ferramentas para o sucesso.
A pobreza tem o rosto das mulheres e a desigualdade de género é mais uma barreira que impede as mulheres de saírem da pobreza. A desigualdade de género a nível educativo e salarial, o acesso à propriedade da terra e a cargos de responsabilidade ou a falta de participação da mulher no seio da sociedade são alguns dos sinais desta realidade.
É necessário desenvolver políticas que rompam as barreiras que limitam as suas opções de desenvolvimento. Aumentar o investimento no desenvolvimento de regiões e comunidades empobrecidas.
Sabemos que a educação é a ferramenta mais importante para quebrar o círculo de pobreza e constitui um importante incentivo para gerar mais e melhores oportunidades na infância e adolescência.
Garantir o acesso a uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade a todos os alunos é o primeiro passo para construirmos um futuro longe da pobreza e cheio de oportunidades. Para acabar com a pobreza, é também necessário que apoiemos as populações mais pobres para que reduzam a sua vulnerabilidade.
Os vários departamentos ministeriais, governos provinciais ou administrações municipais terão de trabalhar de forma conjunta para atender e resolver os problemas com sentido de missão e fazer diferente sem medo de errar para o cumprimento das metas do Plano de Desenvolvimento Nacional.
Por está razão, é necessário trabalhar mais, comunicar mais para resolver as várias preocupações da nossa população. é possível com trabalho e comunicação.
*Docente e consultor