
O administrador municipal do Nóqui, Manuel José António, revelou esta terça-feira, 15, que o bloco operatório do Hospital Municipal do Nóqui, província do Zaire, está inoperante há cinco anos, por falta de médicos especializados em cirurgia, ginecologia obstetrícia, anestesia, pediatria e imagiologia.
Segundo o responsável, os médicos expatriados que asseguravam o funcionamento do referido bloco operatório já regressaram ao país de origem por fim de contrato. Enquanto isso, o actual governador do Zaire, Adriano Mendes de Carvalho, vive a passear pela província sob a justificação de auscultar a população.
Actualmente, os pacientes com necessidade de cirurgias são obrigados a cruzar a fronteira para a vizinha cidade de Matadi, República Democrática do Congo (RDC).
De acordo com o mesmo, as quotas atribuídas ao município, para os concursos públicos de ingresso na saúde nunca contemplam a admissão de médicos especialistas. “Precisamos com urgência de um médico cirurgião, ginecologista obstetrícia, um anestesista, um pediatra e um imagiologista”, reforçou.
Com 50 camas, o Hospital Municipal do Nóqui dispõe de 171 técnicos, dos quais sete médicos generalistas. A aludida unidade sanitária presta serviços nas áreas de urgência, maternidade, medicina interna, urologia, pediatria, entre outros.
O Nóqui tem uma população estimada em mais de 23 mil habitantes distribuídos por três comunas: Mpala, Lufico e Sede.