
Cerca de 14 estudantes bolseiros do centro de acolhimento de crianças Frei Giorgio Zulianello, em Mbanza Kongo, província do Zaire, enviados para América do Sul, Ásia e Europa, em 2016, encontram dificuldades para regressar ao país.
De acordo com o responsável do referido centro que acolhe crianças com necessidades especiais de protecção, frei Danilo Grosselle, a entidade patrocinadora (FESA) está com problemas financeiros para custear os bilhetes de passagem de avião.
Explicou que dos 14 bolseiros, nove estão no Brasil, uma na Argentina, dois na Itália e igual número na China, todos com as licenciaturas concluídas nos diferentes ramos das engenharias.
O padre capuchinho manifestou preocupação, sobretudo, com relação aos bolseiros que estão na China, que se arriscam ser expulsos do país ou pagar uma pesada multa por estada ilegal naquela nação asiática, após expirarem os vistos de estudo.
Lamentou o facto de um dos jovens bolseiros no Brasil ter já conseguido o seu emprego naquele país pelo que manifesta indisponibilidade em regressar a Angola, frisando ser prejuízo por deixar de servir a sua terra natal.
“Esta situação é do conhecimento do Governo Provincial do Zaire, que prometeu acompanhar o assunto”, disse.
O responsável do centro falava quarta-feira à imprensa, à margem da entrega de um donativo à instituição pelo governador do Zaire, Adriano Mendes de Carvalho, constituído por bens alimentares, detergentes, brinquedos e cadeiras de roda.
Gerido pela igreja Católica, por intermédio dos padres capuchinhos, o centro é tutelado pelo Governo Provincial, através do Gabinete de Acção Social, Família e Igualdade do Género.
Um universo de 22 elementos que inclui padres capuchinhos, uma psicóloga, educadores sociais, vigilantes e cozinheiras prestam serviço neste estabelecimento infantil, localizado na zona do Nfumu, bairro 11 de Novembro.