Zaire: Director provincial dos Antigos Combatentes e amante detidos por assassinato de Charlene António – Estava grávida de 8 meses
Zaire: Director provincial dos Antigos Combatentes e amante detidos por assassinato de Charlene António - Estava grávida de 8 meses
Charlene

O caso da jovem grávida de oito meses assassinada no passado dia 10, no interior da sua residência, no bairro Sagrada Esperança, vulgo “Kazanga”, no município de Mbanza Congo, na província do Zaire, que chocou a sociedade naquela cidade tem um novo capítulo: é que a própria irmã da vítima, que vivia em casa desta e foi supostamente agredida sexualmente no dia do assalto à residência, está a ser apontada como a principal homicida.

O facto do suposto assalto à residência da mulher ter sido sem recurso ao arrombamento das portas e janelas chamou atenção da Polícia Nacional e do Serviço de Investigação Criminal (SIC) em Mbanza Congo.

Passados setes dias sobre o assassinato da jovem Charlene Lusevikueno António, recém-licenciada pela Universidade 11 de Novembro no curso de gestão, as autoridades policiais detiveram dois suspeitos implicados na morte da jovem de 29 anos.

Trata-se da própria irmã, de 18 anos, que vivia com a Charlene António na mesma residência, que afinal mantinha uma relação amorosa, secreta, com o cunhado, marido da vítima.

Segundo o SIC-geral, a versão contada pela irmã de Charlene Lusevikueno António, de que teria sido abusada sexualmente e agredida não os convenceu, porque a própria muitas vezes se contradisse em interrogatório.

Catarina António de 18 anos foi para Mbanza Congo a convite da própria irmã para terminar o ensino médio no curso de enfermagem, mas posta naquela cidade iniciou uma relação amorosa com o cunhado, de 54 anos, director provincial dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria do Zaire.

Conforme dados a que o Novo Jornal teve acesso sobre o assunto junto da família, o cunhado não foi ao funeral da mulher porque decidiu estar junto da cunhada que já se encontrava sob custódia do SIC.

Segundo a família, o marido pedia constantemente ao SIC para ter vários minutos de conversa particular com a jovem amante, facto que levou os investigadores do SIC a desconfiarem.

O superintendente-chefe Sarafim Coelho, director adjunto do SIC-Zaire, disse aos jornalistas que a jovem mentiu às autoridades e inventou histórias que nunca existiram.

Segundo o SIC, Catarina António confessou o crime às autoridades depois de lhe serem apresentadas as evidências do rasto do crime hediondo que praticou.

Conforme o SIC, a jovem confessou ter antes drogado a irmã, num chá que lhe ofereceu na noite anterior, esfaqueando-a depois até à morte para impedi-la de contar ao irmão que ela lhe teria roubado dinheiro.

Ao Novo Jornal, a família e investigadores do SIC dizem não acreditar na versão de Caterina António de que matou a irmã para impedir que contasse que teria subtraído o dinheiro do irmão.

Fontes familiares e do SIC asseguram ao Novo Jornal que Caterina António, a principal suspeita, esteja a encobrir o marido da irmã ou outra pessoa no caso.

Sarafim Coelho, director adjunto do SIC-Zaire, confirmou a detenção do marido de Charlene Lusevikueno António.

Quando questionado sobre as razões da prisão, este superintendente-chefe do SIC no Zaire não aceitou pormenorizar ao detalhe, alegando ser ainda prematuro avançar dados a respeito do suspeito.

A jovem Charlene Lusevikueno António foi morta, grávida de oito meses, no interior da sua residência, no bairro Sagrada Esperança, vulgo “Kazanga”, no município de Mbanza Congo.

in Novo Jornal

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