Zaire: SIC detém funcionário do Tribunal de Mbanza Kongo que vendia soltura aos presos
Zaire: SIC detém funcionário do Tribunal de Mbanza Kongo que vendia soltura aos presos
Detento

Um funcionário do Tribunal da Comarca de Mbanza Kongo foi detido, na última sexta-feira, pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC) no Zaire, por falsificação de documentos públicos e passar soltura ilegal a uma cidadã que responde pelo nome de Maria Lindeza, que se encontra presa na unidade prisional do Nkiende.

Esta é a segunda detenção de funcionário do Tribunal da Comarca de Mbanza Kongo, em menos de duas semanas. A primeira, também, por mesmo crime, ocorreu no dia 07 do mês em curso.

De acordo com o director provincial adjunto do SIC, superintendente chefe Serafim Coelho João, a detenção foi possível graças a uma denúncia do Serviço Prisional do Nkiende, dando conta da soltura de uma reclusa que desde Julho passado cumpria uma pena de cinco anos naquela unidade penitenciária.

“Feitas as diligências concluiu-se que o técnico do Tribunal, que exerce a função de oficial de diligência e que actualmente desempenha o papel de escrivão de direito, falsificou o mandado de soltura em nome da cidadã Maria Lindeza”, sublinhou o director adjunto do SIC.

Precisou que ao acusado lhe foi aplicada a medida de coação pessoal ou prisão preventiva, estando o Ministério Público a tramitar a legalização carcerária.

Acrescentou que decorrem diligências no sentido de se apurar a existência de outros processos do género naquele órgão judicial.

Fonte do Tribunal da Comarca de Mbanza Kongo, citada pela Angola Press, revelou existir uma rede de funcionários envolvidos neste tipo de esquema a troca de valores monetários.

Detidos falsos efectivos do SIC

Outrossim, o Serviço de Investigação Criminal deteve, recentemente, no Soyo, dois cidadãos nacionais, por fazerem-se passar por agentes do SIC.

A detenção ocorreu após os acusados terem sido surpreendidos pelos efectivos da polícia, num posto de abastecimento de combustível, a manipular uma arma de fogo e fazendo-se passar pelos cargos de 2º cabo e soldado, respectivamente, segundo as autoridades.

Os indivíduos de 26 e 27 anos de idade tinham em posse uma sabre militar e passes de identificação, de acordo com a fonte. As autoridades referem, igualmente, que os acusados ameaçavam a população para consequentemente extorqui-los.

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