Militantes do MPLA atacam caravana dos deputados da UNITA no Cuando Cubango
Militantes do MPLA atacam caravana dos deputados da UNITA no Cuando Cubango
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Uma caravana em que seguia os deputados do Grupo Parlamentar da UNITA, na província do Cuando Cubango, foi hoje, sexta-feira, atacada com tiros e objectos contundentes por um grupo de militantes do MPLA, resultando supostamente na morte de um dos integrantes e vários feridos.

O ataque armado, segundo as informações em posse do Imparcial Press, promovido pelos militantes do MPLA, partido no poder desde 1975, num claro acto de intolerância política, ocorreu por voltas das 10:30, no troço Longa-Cuito Cuanavale, naquela província,

O presidente do Grupo Parlamentar da UNITA, Liberty Chiyaka, explicou à imprensa que os carros circulavam no troço Longa-Cuito Cuanavale e depararam-se pelas 10:30 com uma barreira da qual saíram pessoas armadas que dispararam tiros e arremessando paus e pedras contra a caravana onde seguiam os dirigentes do maior partido da oposição.

Entre estes encontravam-se três deputados, um assessor e o secretário provincial da UNITA no Cuando Cubango, não tendo sido revelada a identidade da pessoa que morreu.

Liberty Chiyaka lamentou os “actos de intolerância política” que se têm verificado no Cuando Cubango e sublinhou que a Polícia Nacional, que costuma acompanhar as caravanas dos parlamentares, “não se tenha feito presente”.

O dirigente responsabilizou “militantes do MPLA” pelo ataque e acrescentou que a UNITA já tinha recebido ameaças.

De realçar que, no passado dia 05 de Abril, em Adis Abeba, o Representante Permanente de Angola junto da União Africana (UA) e da Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA), embaixador Miguel César Bembe, reiterou que o país condena veementemente todas as formas de violência motivadas por ódio étnico, religioso, racial ou qualquer outro tipo de discriminação.

Falando na “Sessão aberta do Conselho de Paz e Segurança da UA dedicada aos crimes de ódio e o combate à ideologia do genocídio em África e que assinalou o 30º aniversário do genocídio contra os tutsis”, realizada em Adis Abeba, o diplomata angolano enfatizou a necessidade de se aprender com os erros do passado e trabalhar incansavelmente para evitar que tais atrocidades voltem a acontecer no continente.

O igualmente embaixador na Etiópia lembrou que “Angola viveu uma guerra fratricida até Abril de 2002, que devastou a sua população, causou graves problemas sociais e deixou muitas sequelas na vida das famílias”, cita uma nota de imprensa da embaixada.

Apontou que o desenvolvimento integral e inclusivo é o actual sinónimo da paz, com evidências inequívocas nas transformações estruturais do ponto de vista, político, económico, social e cultural que caracterizam a nova Angola.

Destacou que o país está firmemente empenhado em promover a tolerância, a inclusão e o respeito pelos direitos humanos, que são pilares fundamentais do processo do desenvolvimento nacional, contribuindo para a construção de uma África próspera e pacífica.

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