Oligopólios nas mãos de libaneses – Fidelino Queiroz
Oligopólios nas mãos de libaneses – Fidelino Queiroz
libanes

Esse oligopólio já existe há muitos anos e está essencialmente na mão de empresários libaneses. Eles são os grandes importadores, naturalmente associados a empresários angolanos, ou pseudo-empresários, ou como disse certa vez o ex-Presidente falecido José Eduardo do Santos, “os falsos empresários angolanos”.

São esses falsos empresários angolanos que detêm o poder político e através deste poder conseguem garantir que este oligopólio funcione de forma rentável para eles. Não é de forma rentável para o país, porque na realidade, não há concorrência.

Ou seja, embora haja quatro ou cinco empresas nacionais ligadas à grande importação do arroz, do trigo, da fuba, do açúcar e por aí fora, na realidade se formos aprofundar bem parece que o financiador desses libaneses é um só.

Da mesma forma que naquilo que diz respeito à venda a retalho desses mesmos produtos, também se nota que há uma ‘mão única’ por detrás de toda esta rede de comércio a retalho.

Aliás, percebe-se se se fizer uma ronda por estas cantinas e minimercados que são de libaneses, eritreus, malianos, e assim genericamente de muçulmanos.

Não que eu tenha alguma coisa em particular contra eles, à excepção da intolerância religiosa, não só contra os cristãos, entre eles não se toleram e se assim é não conseguem naturalmente tolerar os outros.

Se se fizer uma ronda por estas cantinas e estabelecimentos comerciais verifica-se que tudo o que há num, há no outro também e os preços idem. Isso dá a entender que o fornecedor de todos eles seja único.

Isso é extremamente preocupante, porque presume que esteja um Estado, não sei qual será, mas pode se um Islâmico, que esteja por detrás e esteja a financiar a expansão desse grupo através da rede comercial para todo o país.

Portanto, mais grave que esses monopólios é essa expansão do islão a nível do país. Não porque o Islão seja uma religião ruim, mas pela forma como essa religião é interpretada por diversos grupos, uns mais pacíficos e outros radicais e mais violentos.

Portanto, essa expansão é bem mais preocupante que os monopólios. O monopólio deriva de interesses políticos naturalmente ligados a interesses políticos e estes ligados a interesses económicos.

Li em tempos num jornal local uma abordagem a traduzir que havia um grupo empresarial pertencente ao MPLA que tem participação em mais de 100 empresas em todos os ramos de actividade.

Se está em todos os ramos de actividade então terá ligações a esses gurus da importação. Isso faz com que não haja interesse em incentivar a produção nacional, quando muitos desses produtos que importam poderiam ser produzidos no país. Daí a existência desse oligopólio.

Temos por isso um Estado que aposta numa agricultura de subsistência e logo não está interessado numa agricultura que crie excedentes.

A agricultura de subsistência pelo seu carácter (familiar), quando a aposta do Executivo é nesse tipo de agricultura é porque não se está a pensar em criar excedentes. Por esse caminho vai se manter o país na condição de importador de alimentos. Se calhar isso interessa a quem esteja a governar.

Portanto, não se privilegia a produção nacional o que impede que a nossa agricultura prospere. Porque nunca será através da agri cultura familiar que chegaremos à autossuficiência alimentar. Mas deveríamos apostar no agricultor empresarial virado para a produção de escala e vender.

Aliás, como estes (empresários) têm gastos, vão procurar maior produtividade para ter lucro, o que não acontece com os agricultores subsidiados que já não impostos ao Estado ainda perde-se tempo em lhes subsidiar.

Não pagam impostos e se retiram de quem devia fazer para impulsionar a agricultura. É um gasto desnecessário do Estado que não garante qualidade nem quantidade da produção alimentar.

O suporte do Estado nisso devia ser apenas na facilitação de terras, fertilizantes, sementes que passariam pelo Ministério da Agricultura para certificar. Se o ministério não consegue certificar, então as importações devem vir de países que garantam qualidade desses imputs.

Conforme se fazem as importações não se sabem as fórmulas como nos adubos porque ninguém certifica, ninguém garante nada. O ministério não faz o seu trabalho.

Para concluir, diria que o Estado deve estar interessado em romper com a cadeia dessa importação ‘desastrosa’ para alavancar a produção.

*Empresário

in Pungo a Ndongo

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