
A Frente para a Libertação do Estado de Cabinda – Forças Armadas Cabindesas (FLEC-FAC) anunciou na última sexta-feira, 12, que pretende deter e punir a governadora provincial de Cabinda, Mara Quiosa, e o comandante da Região Militar de Cabinda, tenente-general Tukikebe Tussen dos Santos “Chinês”.
Esta decisão surge em resposta à acção militar realizada pelas Forças Armadas Angolanas (FAA) na localidade de Lukula, na República Democrática do Congo, que resultou na morte de seis civis “angolanos”.
De acordo com um comunicado da FLEC-FAC enviado à redacção do Imparcial Press, os independentistas de Cabinda descreveram a acção como um “selvagem ataque terrorista do governo angolano” contra a população civil e reafirmaram a sua intenção de “prender e punir” o comandante da Região Militar de Cabinda e a governadora Mara Quiosa.
Sobre os confrontos entre as Forças Armadas Cabindesas e os militares das Forças Armadas Angolanas em território congolês, a FLEC-FAC referiu que ocorreu uma “nova incursão do exército angolano na República Democrática do Congo”, especificamente na região de Lukula.
Segundo o movimento independentista, “o exército angolano atravessou a fronteira congolesa nas aldeias de Mbaka-Nkosi e Kipholo 2” por volta das 23h00, e os soldados “mataram seis civis inocentes de Cabinda”.
Após o ataque, as FAC retaliaram militarmente contra três posições dos soldados angolanos na aldeia fronteiriça de Mbaka-Nkosi, resultando na morte de 11 soldados e ferindo outros 15.
No dia 4 de Julho, o presidente da Assembleia Nacional da República Democrática do Congo, Vital Kamerhe, reuniu-se com os governantes nacionais eleitos da província congolesa do Congo Central. Segundo o site informativo local Kongo Média, os deputados nacionais relataram a situação de segurança no território de Lukula, naquela província.
De acordo com a publicação, “a província do Congo Central enfrenta repetidas incursões do exército angolano no território de Lukula”. O exército angolano, por sua vez, justifica a sua presença como uma operação de perseguição aos rebeldes pela libertação do enclave de Cabinda, conforme relatado pela Kongo Média.