Responsáveis do Hospital Geral do Cuando Cubango detidos por múltiplos crimes
Responsáveis do Hospital Geral do Cuando Cubango detidos por múltiplos crimes
HGCC

O director-geral do Hospital Geral do Cuando Cubango, Fernando Cassanga, juntamente com mais quatro funcionários da instituição, encontra-se detido desde a semana passada, sob suspeita de envolvimento em vários crimes cometidos desde 2020 até ao presente ano.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa estes altos funcionários do Hospital Geral do Cuando Cubango de crimes de peculato, tráfico de influências, procedimentos indevidos de vantagens, participação económica em negócios, associação criminosa e branqueamento de capitais.

O Procurador da República no Cuando Cubango, Airosa Silivondela, revelou ontem, segunda-feira, 15 de julho, à imprensa que, além de Fernando Cassanga, estão envolvidos no referido processo-crime o director administrativo, Ernesto Jaime, o chefe de secção de contabilidade e finanças, Agostinho Samba, o chefe de departamento de contabilidade, Henrique Moisés, e a responsável da farmácia da unidade sanitária, Teresa da Paz Mateus.

Airosa Silivondela explicou que a PGR tomou conhecimento destes crimes através de denúncias públicas. As investigações realizadas até ao momento apontam para fortes indícios de que os arguidos terão cometido os delitos de que são acusados, com factos que remontam ao ano de 2020.

Informou ainda que os acusados já foram apresentados ao juiz de garantia para o primeiro interrogatório, tendo-lhes sido aplicada a medida de prisão preventiva. Acrescentou que a PGR continuará com a instrução preparatória para apurar outros elementos e descobrir a verdade material.

“O processo é recente e estamos a trabalhar na obtenção de dados relevantes que o processo nos possa oferecer, não descartando a possibilidade de investigar períodos anteriores”, afirmou.

Na ocasião, o magistrado do Ministério Público apelou aos gestores públicos para que respeitem a gestão da coisa pública e a lei, e para que pratiquem atos administrativos em conformidade com o princípio da legalidade, de modo a evitar as consequências legais.

Compartilhar:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
error: Conteúdo protegido